A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 03/08/2021
“Nenhuma sociedade possui propensão natural a algo. Tudo depende dos estímulos.”, afirmou o psicólogo, Dan Ariely. Com esta frase, o especialista demonstra a importância do convívio para a normalização de algo pela comunidade. Visto que, as propagandas se encontam no dia a dia da população, se mostra essencial a representatividade na publicidade. Nesse contexto, destacam-se dois aspectos importantes: a desconstrução dos preconceitos contra minorias presentes no corpo social e a quebra de padrões estéticos.
Em primeira análise, é inegável a intolerância enraizada na sociedade. Por exemplo, em 2015, quando a empresa O Boticário fez uma campanha em que era evidenciada casais LGBTQIA+, houveram diversas denúncias ao CONAR, orgão responsável pela avaliação de propagandas, e com isso a publicidade foi retirada do ar. A fim de que haja uma desconstrução do preconceito da comunidade pelas minorias, se mostra necessária a maior representatividade das mesmas nos meios de comunicação em massa, para que assim, seja normalizado encontrar estes grupos em posições de destaque.
Ademais, é notória a ditadura da beleza presente na sociedade. Segundo a pesquisa Todxs, em mais de 60% das propagandas são evidenciadas mulheres magras, brancas, com cabelo liso, e homens brancos e musculosos. Com isso, a população não se vê representada e sofre uma pressão estética pelos meios de comunicação, por isso, é tão importante a representação da diversidade de pessoas e culturas presentes na comunidade, para que haja quebra dos padrões de perfeição impostos.
Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessária a adoção de medidas que venham a ampliar a representatividade na publicidade. Assim sendo, cabe as empresas, contratarem profissionais de marketing de diferentes gêneros, etnias e orientações sexuais, a fim de que estes produzam propagandas sob diferentes perspectivas, assim estimulando a representação de diversos grupos nos meios de comunicação em massa.