A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 10/08/2021

Na série “Bridergton”, exibida pela Netflix, Lady Danbury, uma mulher negra, fala sobre o quanto sua vida mudou quando uma mulher de sua cor casou-se com um rei, assumiu lugar de destaque e passou a ser vista de outra forma pela sociedade. Nessa perspectiva, pode-se perceber que pessoas sofrem discriminação por não se encaixarem nos padrões da sociedade e, por isso, dificilmente chegam a locais de destaque. Dessa maneira, é extremamente importante trazer à tona a representatividade nos meios midiáticos, não só pelo preconceito sofrido pelas minorias, mas também como forma de autoaceitação das pessoas desse grupo.

Em primeira análise, sabe-se que o preconceito é um grave problema na sociedade, visto que, pessoas consideradas fora dos estereótipos impostos são julgadas e apontadas. Isso faz com que a escolha das figuras protagonizadas seja tradicional e padronificada. Tal fato se relaciona com o pensamento do sociólogo Pierre Bordieu no qual afirma que a  violência simbólica é qualquer opressão psicológica ou moral exercida de maneira velada a algum grupo. Dessa forma, o preconceito e a exclusão social dessas minorias interfere diretamente na sua representatividade, o que dificulta sua imagem em locais de destaque.

Em segunda análise, pode-se afirmar que tal discriminação presente também dificulta o processo de autoaceitação dos grupos escanteados o que desencadeia em baixa autoestima. Na vigésima primeira edição do reality show “Big Brother Brasil”, participantes como Gilberto Nogueira, homossexual e Camila de Lucas, negra e com discurso de aceitação, se destacaram no reality por servir como exemplo de superação para muitas pessoas que buscam essa aprovação da sociedade. Com isso, nota-se a importância de inserir minorias nas redes midiáticas e de propaganda: inspirar a população a se aceitar, e, dessa forma, obter uma sociedade menos preconceituosa.

Sendo assim, medidas devem ser tomadas para que haja maior representatividade na publicidade. O Governo Federal, através do Poder Legislativo, deve criar leis que obriguem a inserção da pluralidade nas propagandas e programas digitais, com o objetivo de combater o preconceito, além de promover a visibilidade e a aceitação desses grupos. Assim, os índices de preconceito diminuiriam e os de valorização aumentariam.