A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 04/08/2021
É desnecessário avaliar os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para saber que o Brasil é um país de notável diversidade, mesmo que os dados dele comprove que não há maioria expressiva dominante de determinada cor, embora a preta e parda ainda são mais numerosas. A indústria publicitária ainda mantém um estereótipo de beleza incompatível com a realidade atual da nação, enaltecendo o corpo magro, a pele branca e determinadas características étnicas europeias. A representatividade da diversidade brasileira na publicidade é extremamente importante pelos seguintes fatores: Favorece a autoestima das pessoas e corrobora a luta pela igualdade social.
Primeiramente, podemos destacar um pensamento da psicóloga e apresentadora Oprah Winfrey. Ela fala que se você olha para o que tem na vida, você sempre terá mais. Mas se você olha para o que não tem na vida, nunca terá o suficiente. Essa frase pode remeter para a aceitação, autoconfiança e autoestima. É preciso estar bem consigo para antingir novos patamares, para sentir-se bem com o próprio corpo e com sua orientação sexual. Para isso é preciso que haja diversidade representada em todos os âmbitos, inclusive na publicidade, pois a indústria publicitária, não intencionalmente, cria uma normalização ao representar somente um tipo de ser, e causa um efeito negativo nas pessoas que não se itentificam, ao se acharem que não se encaixam, ou que não pertecem.
Além disso, de acordo com o escritor Augusto Cury, o sonho da igualdade só cresce no terreno do respeito pelas diferenças. Ou seja, é preciso, primeiramente, que o país tenha respeito com o diferente, e nada melhor do que representar essa diversidade para ajudar nesse processo. É preciso mostrar que público feminino e negro ocupam certas posições, relações afetivas entre LGBTQIA+, e que pessoas com deficiência são capazes. A publicidade tem um poder enorme para retratar isso em anúncios e comerciais, como já foi visto em algumas ocasiões e o resultado é bastante positivo para o empoderamento desses grupos, mas isso precisa ser evidenciado com maior frequência, para tornar um hábito comum e atingir uma maior quantidade de indivíduos.
Portanto, para intensificar o importante papel da representatividade da diversidade do país na publicidade, é preciso uma ação do Governo Federal, juntamente com o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR), para criar incentivos e requisitos para as empresas na formulação de anúncios e comerciais, para representar a mulher, os negros, deficientes e os LGBTQIA+. Insistindo na normalização social dos grupos de forma benéfica, a fim de causar um impacto positivo na autoestima das pessoas, como também reforçando a luta pela igualdade social.