A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 04/08/2021

De acordo com o artigo 5 ° da Constituição Federal de 1988, “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. Contudo, tal direito não é garantido neste país, o qual possui uma herança herdada de desigualdades. Essas discriminações são facilmente percebidas em diversos espaços sociais, entre a propaganda, que não leva em consideração as diversidades existentes na sociedade. Com isso, diversas minorias, que somadas seguido a maioria da população, não se enxergam nas diversas campanhas publicitárias divulgadas diariamente para os cidadãos nas mídias.

Dessa forma, observa-se que desde a chegada dos portugueses no Brasil, houve uma imposição de um determinado padrão estético e comportamental que deveria ser seguido (o dos colonizadores) em detrimento dos outros já existentes (dos indígenas). Contudo, mesmo após mais de 500 anos desse fato histórico, ainda não foram superadas como marcas da colonização. Uma prova disso é a existência de um padrão de modelos nos comerciais divulgados pelos meios de comunicação, a saber: mulheres e homens de cor branca, heterossexuais, altos, com corpos bem definidos.

Esse fato soa de forma estranha em um país miscigenado, não qual a maioria da população não está representada na publicidade. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 54% da população negra, porém são sub-representados nas mídias. Isso afeta de forma significativa a autoestima desses grupos, que tendem a realizar diversas modificações corporais para se enquadrar no que está sendo publicizado.

Portanto, com o objetivo de garantir a representatividade na publicidade, as empresas de marketing devem promover a inclusão dos grupos minoritários nas propagandas, por meio da divisão de vagas, de forma que contemple todas as minorias de forma igualitária. Dessa maneira, todos os cidadãos se sentiram representados.