A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 10/08/2021

Na obra cinematográfica americana “The Bold Type” são exemplificadas três mulheres que trabalham em uma revista, e estão sempre buscando novas formas de renovar a diversidade nas publicidades, muitos eventos fotográficos voltados para o real corpo feminino, integrantes da comunidade LGBTQIA+, outras etnias, e sobre a aceitação desses. Todavia, distoante disso, as atuais publicidades brasileiras têm uma precária representatividade, precisando quebrar estereótipos e contratar mais pessoas de outras etnias, para dar a devida importância da diversidade na publicidade.

Primeiramente, na animação japonesa “Runway de Waratte” é evidenciada uma menina de estatura baixa que tem dificuldade, para se tornar modelo e ser contratada para eventos fotográficos e desfiles de estilistas, por estar fora dos estereótipos das modelos famosas. Embora haja movimentos, como o “Body Positive”, que abriu muitos caminhos para a representatividade de corpos que quebram os padrões exigidos pelo mundo da moda, ainda há impasses na aceitação da população de modelos que fogem dos estereótipos impostos, conforme o “Gazeta do Povo”, em 2010, muitas modelos “Plus Size” ouviam palavras gordofobicas, um exemplo é “gordinha não tem de desfilar, tem de ir para a academia malhar”.

Outrossim, muitas agências preferem criar mulheres negras no computador, para usar em suas publicidades, do que contratar uma mulher negra real, como é o caso da personagem Shudu Gram, que é inspirada nas mulheres negras africanas, criada por computação gráfica -em 2017-, pelo fotógrafo Cameron-James Wilson, que foi acusado de racismo por essa criação. Ainda que, de acordo com a agência Heads - parceira da ONU mulheres- em 2021, a participação de mulheres negras tenha aumentando em 25%, dessas só 47% tem traços negroides, assim, falta a presença da real representatividade de outras etnias, como indígena , asiática, entre outras, pela indústria publicitária preferir as pessoas que têm em sua maioria traços brancos.

Destarte, é de extrema importância, para aplacar a precária representatividade devido aos estereótipos impostos pela sociedade, que o Estado possa ampliar a produção de campanhas e de movimentos, como o “Body Positive”, através das mídias sociais, para que todas as pessoas possam enxergar seu padrão de corpo na indústria publicitária, sem recorrer a medidas que atentam à saúde, a exemplo de plásticas. Também, para combater a falta de representatividade de outras etnias nas campanhas publicitárias, que o Ministério da Economia procure implementar mais vagas de emprego reservadas à outras etnias no âmbito da publicidade, para que haja a diversidade nesse. Dessa forma, o Brasil poderá dar a devida importância que a representatividade tem por meio da publicidade.