A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 04/08/2021

Diversos comercias de cerveja no Brasil como Skol e Itaipava padronizam o corpo feminino em suas publicidades, distanciando do esteriótipo de um corpo real. Fora do ambiente fícticio, tal representatividade de cor, raça, gênero, corpo, é uma problemática recorrente no Brasil. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da imposição social e da má influência midiática.

Em primeiro lugar, é importante destacar a escassa presença de grupos visados como minoritários em redes de publicidade, fruto de toda padronização existente no meio. A segunda edição do estudo sobre a diversidade na publicidade brasileira, realizado pela Elife e pela agência SA365 que analisou 5.261 posts no Facebook e no Instagram, feitos por 20 dos principais anunciantes brasileiros, entre janeiro e dezembro de 2019, os brancos estão presentes em 87% das publicações de marcas no período, contra 34% de negros. Influenciando cada vez mais no fortalecimento do problema, até mesmo na autoaceitação diante de uma sociedade que impoe tantos esteriótipos.

Além disso, o uso de um padrão de beleza imposto pela mídia é um fator determinante para a persistência do problema. A boneca Barbie é a mais famosa e mais consumida linha de bonecas do mundo, e está a cada dia mais evidente a tentativa de mostrar evolução, saindo do molde de mulher loira, branca e magra. Suas coleções com grande diversidade de bonecas, baixas, altas, negras, cadeirantes e diversas outras, que veio para quebrar padrões que não são tão aceitos pela sociedade que próprio o impõe.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse empasse. O ministério da Cultura, juntamente com programas midiáticos abram espaço e oportunidade para maior visibilidade de diversos grupos sociais,  promovendo equidade em meios televisíveis, com isso demostrar a importância da representatividade na publicidade.