A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 26/10/2021

No livro “Utopia” de Thomas More, é exposto um ambiente perfeito, no qual a consciência coletiva e a eficiência do Estado são ferramentas cruciais para o avanço da nação. Fora da obra, é fato que a representatividade na publicidade apresenta um obstáculo para a comunidade alienada como a brasileira. Nesse sentido, em virtude da falta de visibilidade o epistemisídio é intensificado e agravado.

Sob uma primeira análise, entre os anos 1889 e 1914, o Brasil passou pela política de branqueamento, que significa a atração de europeus para o território brasileiro, com o objetivo apresentar maior número de indivíduos brancos. Por conseguinte, segundo Pesquisa Mulheres, 65% das mulheres não se sentem representadas na publicidade e se levar em consideração as pessoas amarelas, negras, pardas, LGBTQIA+ essa porcentagem aumenta ainda mais, de acordo com o estudo. Desse modo, é visto a pouca representação da maior parte da população.

Por conseguinte, conforme o professor Boaventura S. Santos, o epistemisídio quer dizer desaparecimento da cultura da parcela da população menos representada, nos livros, televisão, política, cinema, propagandas, universidades, entre outros, faz-se presente. Segundo a “Atividade Blasé”, termo proposto pelo sociólogo Simmel, ocorre quando o indivíduo passa a agir com indiferença em meio as situações que deveria dar atenção. Sob essa ótica, entende-se que o cidadãos inclina a adotar essa “atitude” com a representatividade na publicidade, mantendo uma postura apática e inerte.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para aumentar a visibilidade dos negros, amarelos, LGBTQIA+, das mulheres na televisão, mídia sociais, cinema e livros. Os programas de publicidade devem representar, por meio de propagandas, filmes e livros, toda a população independente de sua cor, etnia, gênero, religião, a fim de garantir a representação na publicidade para todos. Somente assim o epistemisídio não será intensificado e agravado.