A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 04/08/2021

No livro Vermelho, Branco e Sangue Azul, da autora Casey McQuiston, retrata a história de um casal LGBTQI+  que há um conflito durante essa relação e muito disso está relacionado com a expectativa da mídia com o relacionamento. Nessa narrativa, percebe-se como há uma inclusão de um público que representa uma grande parte da sociedade, mas atualmente quando se observa na publicidade não se tem essa integração. Com base nisso, é válido pontuar como sem essa representação os padrões de beleza são afirmados e o público cade vez mais fica “sem voz”.

De ínicio, é necessário entender como os anúncios publicitários compactuam na padronização da belezas, pois não é mostrado a diversidade brasileira. No final dos anos 90, a moda teve como padrão o heroin chic, em que era comum modelos magras, altas e extremamente pálidas. Assim como nas passarelas durante esse período, as publicidades quando não incluem pessoas que realmente deveriam ter visibilidade, independente de cor, raça, gênero ou orientação sexual, afirmam esse pârametro idealizado. Por isso, é preciso buscar formas para que haja a alteração desse problema.

Em uma segunda análise, é fundamental discutir como as ideias dos público, as vezes, são deixadas de lado, deixando assim os próprios alvos excluídos. Segundo a Constituição de 1988, todos são iguais socialmente, além de ter como obrigação respeitar as diferenças. Porém, essa lei não está sendo respeitada no ponto de vista publicitário, porque além de não ser respeitado essas diferenças o público alvo não está sendo representado e nem sendo ouvido. Dessa forma, é imprescendível que tal realidade seja revertida.

Portanto, após a análise dos problemas é preciso que medidas sejam tomadas. Primeiro, cabe aos meios comunicativos, responsavéis pelas propagandas, fazerem com que esse padrão inalcançável não seja mais reafirmado, incluindo assim não apenas pessoas magras ou altas e sim todos os diferentes tipos corpos, raças e cores para que se tenha uma representação efetiva da população do Brasil na publicidade.  Ademais, é fundamnetal que a mídia busque canais de comunicação, como as redes sociais para “escutar” a opinião das pessoas e dessa maneira usar isso ao seu favor a fim de que exista um  retorno por parte dos publicitários. Dessa forma, a representatividade terá sua importância, evitando tais problemáticas.