A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 05/08/2021
A importância da representatividade na publicidade se dá graças ao seu papel unificador, o qual dá às minorias outra percepção sobre suas vidas, ou seja, a partir dela, os menos favorecidos podem se sentir parte da sociedade e não excluída. Dessa forma, estará a quantidade de casos de preconceito, já que, ao se unificar uma população se tornará mais equitativa. E, por fim, contribui com a economia, pois amplia a quantidade de possíveis clientes das empresas que a utiliza em suas propagandas. Logo, sem representabilidade, o detentor da campanha publicitária será prejudicado. E, além disso, diversas pessoas classificadas como minoria continuarão se sentindo deslocadas, sofrendo descriminação.
Primeiramente, é válido informar que, segundo um estudo da 65/10, consultoria criativa especializada em comunicação com mulheres, ainda é possível observar o reforço do estereótipo da beleza idealizada em corpos brancos, magros, altos, de cabelos lisos e hipersexualizados nas campanhas públicas. Dessa forma, como empresas que possuem esse tipo de estratégia não receberão toda a atenção possível, a parte do público que não se sentir representada irá ignorar ou achar que o que foi definido não é algo atingível ou que não merece, ou ainda, não combina com ela, simplesmente. Ou seja, por causa da falta de representabilidade, a marca irá perder possíveis clientes, o que afeta a economia.
Ademais, é importante saber que em 2016, uma marca de produtos infantis disponibilizou uma fantasia de um personagem negro do filme “Star Wars - O Despertar da Força”, pertencente à famosa saga de ficção científica “Star Wars”, e ela foi apresentada com a foto de um menino branco na publicidade. A partir disso, a Crespinhos SA, uma agência que oferece serviços de fotografia voltados para o seguimento afro, criou a campanha “Não me vejo, não compro” em sua página no Facebook, rede social mundialmente famosa. Ela aborda, principalmente a falta de representatividade do povo negro, o qual é a maioria na população, mas possui apenas 26% de participação em propagandas, também segundo a 65/10. Tal descaso com essa minoria apenas contribui com o preconceito que ela sofre, fora o sentimento de não pertencimento e a baixa autoestima que possui.
Sendo assim, é evidente que as empresas publicitárias e suas marcas contratantes devem se adaptar a uma ideologia mais igualitária, que represente a todos de forma justa. Conseguirão, passando a incluir as minorias, como negros, portadores de necessidades especiais, mulheres e pessoas LGBTQIA + com papéis importantes também, sem menosprezar ou sexualizar ninguém, quebrando qualquer estereótipo. Dessa forma, conseguirão agradar a todos, pois trarão mais clientes e contribuir com uma sociedade mais equitativa, na qual todos são vistos como iguais.