A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 06/08/2021

Segundo a Constituição Brasileira de 1988, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Porém, na realidade atual do país, a escassez de representatividade na publicidade e nas mídias faz com que as minorias não possuam essa igualdade pregada constitucionalmente. Desse modo, torna-se imprescindível ressaltar pontos que são bastante vigentes atualmente, como: os estereótiopos que acabam sendo reforçados publicidade pela atuação do Poder Público.

Primordialmente, observa-se que estereótipos são reforçados pela publicidade - a objetificação da mulher, a falta de negros como protagonistas, entre outros- implicando na construção de barreiras entre pessoas que, por vezes, se informam nas mídias sociais, e sempre que comparecem, nas anteriores, são de forma perjorativa. Sob esse viés, o filósofo Habermas acentua que incluir não é apenas trazer para perto, e sim, garantir a integração efetiva do cidadão no ambiente social. Assim, torna-se evidente a extrema importância da representatividade de forma correta, para quebrar preconceitos e estereótipos e, exaltar características da etnia ou gênero em questão.

Por outro lado, é nítido que a premissa da Constituição Brasileira não é valorizada pelo Poder Público, visto que a participação das minorias em campanhas publicitárias são pouco comuns, e na grande parte, preconceituosas. Sob esse cenário, fica evidente essa realidade retratada, por exemplo no, Projeto de Lei 504/20 que pretende proibir a publicidade que contém alusão alusão a preferidos e movimentos sobre diversidade sexual relacionada a crianças. À luz dessa perspectiva, harmônico ao pensamento de Schopenhauer de que a fronteira da óptica de uma pessoa determina seu entendimento a respeito do mundo, demostra que a inserção social de grupos minoritários prepara os cidadãos para lidarem com as diferenças.

Portanto, é necessário que, como Mídias, que atuam como formadora e modificadora de opinião, devem investir na inserção de todos por meio de propagandas que descontruam com estereótipos e preconceitos, buscando a verdadeira inclusão social de todos os grupos, seja qual for a raça , gênero, etnia e assim por diante. Por outro lado, o Estado, em parceria com o Ministério de Educação devem atuar frequentemente, por meio de projetos, debates em escolas, universidades, entre outros âmbitos, afim de conscientizar as crianças e adolescentes, em especial os futuros publicitários, a quebra de estereótipos e a importância da exposição de culturas distintas na publicidade. Assim, teremos a igualdade dita na Constituição Brasileira de 1988.