A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 09/08/2021

Filósofo e sociólogo contemporâneo do Século XIX, Karl Marx, acreditava que só se transmite aquilo que a classe dominante deseja. Apesar do lapso temporal, ainda hoje é possível observar que não é do interesse da elite brasileira valorizar as minorias. Apesar de constituírem grande parcela da população consumidora, esses grupos que não são representados nos meios de comunicação, acabam sendo marginalizados da sociedade. Com isso, o paradigma se repete sem que tenham vozes capazes de mudar tal realidade.

No que diz respeito à raiz histórica do problema, a imprensa, sendo o principal meio de influência da sociedade, serviu, durante muito tempo, de instrumento de censura em períodos como o da Ditadura Militar e Era Vargas. Esse cenário nefasto representa o meio encontrado pelo governo para provocar uma falta de visão no homem e impor um padrão socialmente aceito, excluindo a variedade e tornando o homem uma espécie de fantoche social.

Além disso, a valorização do preconceito encontra terra fértil na falta de empatia da população. Acerca disso, durante muito tempo os circos dos horrores ficaram muito populares, se tornando forma de entretenimento e diversão para as pessoas consideradas “normais” rirem das deficiências do outro. Dessa forma, pessoas que possuíam anomalias eram expostas como espetáculo de aberrações, assim como retratado no filme “O Rei do Show”. Isso prova que, à medida que tais eventos se tornam normalizados, se torna mais difícil conduzir o crescimento equitativo do país.

Fica claro, portanto, que medidas devem ser tomadas para reverter essa problemática. Assim, é imprescindível que a mídia, em parceria com o Estado, estimule ações que priorizem a diversidade. Tal ação ocorrerá por meio de um projeto de lei que determine a obrigatoriedade da inclusão de diferentes etnias, cores, gêneros e orientações sexuais em, pelo menos, metade das propagandas vinculadas a determinada empresa, com o intuíto de que toda a população se sinta incluída. Afinal, uma sociedade igualitária é aquela que garante a democracia e a liberdade de expressão de todos.