A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 09/08/2021
Segundo Steve Jobs - pensador e magnata norte-americano no ramo da informática -, “a tecnologia move o mundo”. Paralelamente, depreende-se, que os avanços tecnológicos funcionam como impulsionadores da melhoria do estilo de vida e da interação social. Portanto, com a sua grande expansão possibilitou que a publicidade se tornasse presente no cotidiano brasileiro, e com o seu grande poder de influenciar possibilitou a prevalência de um padrão visual na coletividade que encobrem a verdadeira imagem da coletividade e a exclusão midiática de sociedade.
Em primeira análise, desde os primórdios a publicidade se utiliza de diversas estratégias para chamar atenção do consumidor, uma delas é a utilização de personagens que dão voz aos seus anúncios e também emprestam suas faces para estampá-los. Hodiernamente, depois de um tempo foi construído um padrão visual para modelos que contradizem a verdadeira imagem da sociedade brasileira. Segundo uma pesquisa realizado pela “Mulheres (in)visíves”, 53% da população do Brasil é negra ou parda, porém, representam apenas 26% na publicidade. Reforçando a ideia de estereótipos no ramo midiático que, infelizmente, ainda segrega determinados grupos na área publicitária e esconde a verdadeira diversidade estética e as raízes culturais da coletividade.
Além disso, uma comunidade que restringe a representatividade por meio da exclusão midiática das pessoas que são consideradas fora do padrão visual de determinadas empresas nacionais e estrangeiras representa um retrocesso para a coletividade. Nesse sentido, na teoria da percepção do estado da sociedade, de Émile Durkheim, sociólogo francês, abrangem-se duas divisões: “normal e patológico”. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que um ambiente patológico, em crise, rompe com o seu desenvolvimento, visto que um sistema desigual não favorece o progresso coletivo. Dessa forma, com a disponibilidade da representatividade na publicidade mediada por padrões estéticos impossibilita o crescimento do corpo social.
Portanto, depreende-se que, necessárias medidas que ampliem a diversidade da representatividade no ramo publicitário no Brasil. Para isso, torna-se imprescindível que o Poder Executivo - órgão de maior relevância -, destine verbas do fundo rotativo da União para a criação de campanhas que visem o apoio a empresas privadas responsáveis pela propagação de publicidade que prezem a representatividade da população brasileira, de modo a expandir a quantidade de propagandas para toda a sociedade, a interessar-se em conscientizar e influenciar o corpo social a importância de ser representado em meio a uma coletividade que privatizam a verdadeira identidade brasileira.