A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 06/08/2021
Antes da invenção da escrita, durante a pré-história, os humanos se comunicavam através de gestos e desenhos, que representavam os costumes daquele povo, rituais de caça e sepultamento. Hodiernamente, a representatividade ainda é extremamente necessária, principalmente no século XXI, no qual as mídias sociais estão em constante ascenção na sociedade. Portanto, é necessário que todas as pessoas sintam-se representadas e não excluídas. Desse modo, a publicidade é uma forma que as empresas encontram de vender seus produtos, e, a fim de alcançar todos os públicos, buscam formas de representar vários grupos sociais. No entanto, o meio publicitário ainda precisa abranger mais pessoas, diferenças e crenças.
Nessa perspectiva, é necessário comentar que, até pouco tempo, os atores negros só retratavam personagens como empregadas, escravos e serventes, e essa realidade só melhorou nos últimos anos. No entanto, a porcentagem desses artistas é muito menor em relação aos brancos, apenas cerca de 8% dos atores das emissoras brasileiras são negros, segundo reportagem do UOL. Infelizmente, muitas pessoas são má representadas na televisão, especialmente em anúncios publicitários, por exemplo, no comercial da marca Dove, que foi bastante criticado pela população após ser acusado de racismo.
Ademais, não só a população negra é afetada pela falta de representatividade, mas também as outras minorias, pessoas com deficiência e LGBTs. Desse modo, de acordo com Constituição Federal de 1988, todos os indivíduos são iguais. Conquanto, quando se analisa a participação das minorias em campanhas publicitárias, percebe-se o descumprimento de tratados nacionais. Dessa maneira, é indiscutível que a premissa constitucional não é valorizada pelo Poder Público, salientando a má atuação do Estado democrático de direitos. À luz dessa perspectiva, harmônico ao pensamento de Schopenhauer de que a fronteira da óptica de uma pessoa determina seu entendimento a respeito do mundo, demostra que a inserção social de grupos minoritários prepara os cidadãos para lidarem com as diferenças.
Infere-se, portanto, que a diversidade das campanhas publicitárias demonstram a equidade social. Assim, é imprescindível que o Ministério da educação, órgão responsável pelo sistema educacional brasileiro, em parceria com os Estados e a mídia, exijam a participação plural dos grupos, especialmente, na “internet”. Também, por meio, do fortalecimento de diligências de repreensão que visam equidade, regulamentando os serviços de telecomunicação. Com o intuito de que, ao contrário do que afirma Sartre, o inferno deixe de ser o outro. Perante ao exposto, que a pluralidade seja o símbolo identitário do país.