A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 08/08/2021
Na série de televisão “Anne com “E” “, é possível observar o descaso, a exclusão e o tratamento desrespeitoso com os quais parcelas da sociedade, sobretudo negros e LGBTQIA+, sofrem. Apesar de ambientalizada no século XIX, a obra traz reflexões pertinentes à atualidade, afinal existem minorias socias que ainda são discriminadas e marginalizadas no Brasil. Dito isso, a publicidade assume um papel importante no corpo social com a representatividade desses indivíduos, proporcionando-lhes visibilidade e combatento preconceitos.
A princípio, segundo o filósofo Pierre Bourdieu, as pessoas são moldadas por padroões de comportamento socialmente instituídos e naturalizados, o que ele chamou de “Habitus”. No Brasil, esse “Habitus” se manifesta na marginalização, exclusão e na invisibilização de minorias. Nesse sentido, a representatividade na publicidade desses cidadãos contribui para atenuar essa problemática, dando voz e visibilidade aos grupos e a causas antes negligenciados.
Ademais, conforme a filósofa Hannah Arendt, o preconceito é prejudicial à sociedade, pois ele exclui, isola e inibe o conhecimento. Nesse prisma, percebe-se a relevância de combater as formas de discriminação que permeiam o corpo social, como o racismo, a homofobia e a misoginia, e levar representatividade à publicidade ajuda nesse processo de luta contra o problema. Isso porque os anúncios publicitários e propagandas possuem o poder de influenciar comportamentos, combatendo o preconceito e querbrando tabus.
Logo, as empresas, bem como qualquer outro veiculador de publicidade, devem atuar em prol da inclusão social, por meio da elaboração de propagandas e anúncios publicitários que carreguem representatividade de grupos minoritários, como mulheres, negros, indígenas, pessoas LGBTQIA+, deficientes, entre outros, a fim de combater o preconceito e dar visibilidade a esses cidadãos.