A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 10/08/2021
A pesquisa " Mulheres (in) visíveis" constatou que 65% das mulheres brasileiras não se identificam com a maneira como são retratadas na publicidade. Isso levanta uma questão relevante para a sociedade brasileira: a importância da representatividade na publicidade. Nessa perspectiva, constata-se que as minorias sociais não são bem retratadas na tv brasileira. Por isso, é necessário exaltar o grande valor da representação de grupos da sociedade invisibilizados em espaco de relevância para a quebra de estereótipos. Porém, é preciso atentar para que essa pauta relevante não seja apropriada por empresas que apenas querem lucrar.
De início, é importante ressalta que a representatividade de minorias sociais invisibilizadas nas publicidades é de fundamental importância para a quebra de alguns estereótipos. Nesse sentido, o sociólogo Pierre Bourdieu elaborou uma “teoria do habitus”, segundo a qual demonstração que os nós não absorvem as características do meio na socialização, como também são difusores dessas Idiossincrasias da sociedade. Assim, não reforçar os estereótipos de mulheres objetificadas, por exemplo, ou negros em lugar de subalternidade em publicidades ajuda na quebra dessas visões preconceituosas, uma vez que muda uma ideia negativa que os obrigam têm dessas minorias. Portanto, é necessário cobrar principalmente das agências de publicidades e do governo uma visão positiva de grupos pouco representado a fim de ter uma sociedade mais justa.
No entanto, apesar da grande importância da representatividade nas publicidades, é preciso também afirmar que a sociedade não deve ficar limitada a essa pauta. O filósofo Silvio Almeida afirma isso no seu livro " Racismo Estrutural", dizendo que “a representatividade de minorias não é, nem de longe, o sinal de que o racimo e/ ou o sexismo estão sendo ou foram eliminados”. Com isso, o pensador quer dizer que empresas podem ( e estão) se apropriando dessas pautas a fim de obter lucros e assim continuar as opressões sobre esses grupos minoritários. Por isso, é preciso transcender tais pautas e preocupar-se também com mecanismos que coibam qualquer tipo de opressão.
Dessa forma, é necessários que Ongs e movimentos sociais discutam com o restante da sociedade sobre a importâcia da representatividade na publicidade. Isso deve ser feito por meio de palestras, discussões e debates sobre o assunto a fim de mostrar à população a necessidade da pauta e esses juntos cobrarem mais representatividade das agências de publicidade, com o objetivo de ter uma sociedade mais democratica. Ademais, o Governo Federal deve criar a “lei antidiscriminação”, por meio de discussão com o parlamento, a fim de que essa legislação coiba a demonstração de minorias sociais de maneira pejorativa e, assim, todos se sintam bem representados.