A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 10/08/2021

Na década de 30, a ascensão do Nazismo na Alemanha desencandeou uma forte segregação que ganhou cada vez mais força devido as propagandas governamentais criadas acerca de uma raça superior e a aversão total a qualquer um que não se enquadrasse nas características do grupo considerado puro. Nesse contexto, no Brasil da contemporaneidade, não há uma exclusão de forma tão explícita, no entanto, as minorias ainda são deixadas de lado no ramo publicitário. Desse modo, torna-se imprescindível analisar a importância de incluir esses indivíduos na publicidade bem como os ataques que sofrem quando participam desse campo.

É válido ressaltar, de início, que representar as minorias no meio audiovisual é importante no processo de auto-aceitação para essas pessoas que sempre viram como referências pessoas brancas, cisgêneros e heterossexuais. Sob tal ótica, essa falta de representatividade pode ser vista como uma violência simbólica, na qual um grupo não vê semelhantes para se espelhar e acabam com baixa auto estima e maior exclusão social. Como prova disso, dados publicados em 2020, pela Folha de São Paulo mostraram que 78% das publicidades ainda é composta por pessoas brancas. Assim , essa realidade cultivada há tanto tempo precisa ser quebrada.

Outrossim, é importante discutir ainda que, empresas que optaram por fazer suas divulgações com essas comunidades sofreram diversos ataques e ameaças de boicotes. Nesse ínterim, percebe-se que mesmo com as constantes lutas por inclusão o preconceito ainda se faz forte e presente na sociedade brasileira. Como prova disso, a rede de restaurantes “Burguer King” lançou uma campanha publicitária no mês do orgulho LGBTQIA+ em junho de 2021, na qual repercurtiu de forma negativa dentre a maioria conservadora que julgou como mau exemplo para as crianças. Dessa forma, é necessário quebrar os paradigmas criados sobre esse grupo.

Infere-se, portanto, que a representatividade nas campanhas publicitárias no Brasil tem se configurado como um problema latente. Logo, a Imprensa Socialmente Engajda que está cada vez mais presente na vida da população e tem o papel de mediadora do conhecimento pode aumentar o número de campanhas que englobem indivíduos de diferentes grupos para que assim eles possam se espelhar em características que também possuem. Ademais, o Ministério da Educação que tem como função executar as políticas educacionais podem criar projetos nas escolas para mostrar a diversidade na qual o país é composto e assim as crianças entendam desde cedo a importância de respeitar aqueles que são diferentes de si. Destarte, com essas e outras medidas o quadro reverter-se-á e essa segregação ficará apenas como exemplo a não ser mais seguido.