A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 10/08/2021

Conforme Cleamnet Attle, político inglês, a democracia não é a lei da maioria, mas a lei da maioria que respeita a minoria. Nesse sentido, a democracia é um fator fundamental para a diminuição de desigualdades e mudanças sociais. No entanto, quando se observa a falta de representatividade das minorias na publicidades, percebe-se que os objetivos da democracia não são completamente alcançados. Isso se deve, principalmente, à cultura de cancelamento contra padrões não conservadores e à escassez de políticas voltadas para a inclusão dos afetados por esse problema.

Inicialmente, o cantor Lil Nas X, recentemente, vem sofrendo cancelamento dos seus seguidores conservadores, por ser assumidamente LGBTQIA+, e além de ser negro, o que acaba repercutindo na diminuição do alcance de suas músicas e seus clipes. Esse é um exemplo da falta de representatividade das minorias nas publicidades, provando que, mesmo que exista um aumento de representantes negros na TV, segundo a agência Heads, esse crescimento não é significativo e proporcional ao crescimento das oportunidades de emprego e da população em geral. Dessa forma, as publicidades continuam sendo um meio com pouca representividade, e como diz a Heads, na maioria dos casos busca-se pessoas das minorias com traços mais próximos dos padrões de beleza tradicional. Faz-se imprescindível a dissolução desse estigma.

Além disso, cabe avaliar a escassez de políticas eficazes, no que concerne à criação de mecanismos para a inclusão das minorias nas publicidades. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem-estra da população. Contudo, isso não ocorre de maneira suficiente no Brasil, quando se nota a intolerância contra representantes das classes excluídas, essencialmente contra os negros e os homossexuais. Dentro desse contexto, somos “Cidadãos de Papel”, conforme a teoria do jornalista Gilberto Dmenstain, pois os nossos direitos socias se encontam presos em livros desrespeitados, então, mesmo que existam leis que defendam a representividade das minorias nas publicidades, não serão aplicadas efetivamente na realidade. Dessa forma, torna-se fundamental a mediação dos governantes para impedir a ocorrência desses episódios.

Portanto, a cultura de cancelamento e a escassez de políticas para a inclusão das minorias fomentam a falta de representatividade nas publicidades. Desse modo, urge que as escolas, por meio de apoio do Ministério da Educação, promovam círculos de conversa sobre a pouca representividade das minorias na TV, trazendo vários atores negros e LGBTQIA+ para difundir ideias contra o padrão de beleza conservador, a fim de, no futuro, reduzir a diferença entre os representantes a valores insignificantes. Assim, teremos um mundo onde todos sejam socialmente iguais.