A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 03/11/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que grande parte da população brasileira não se sente representada pela mídia, de forma que dificulta a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da desinteresse social quanto da influência midiática. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento da sociedad

Ademais, é importante pontuar que a ausência de representatividade possui estreita relação com a influência midiática. Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, nenhum ser humano deve ser submetido a tratamento desumano. Entretanto, vemos diariamente filmes e canais televisivos que apresentam pessoas consideradas inferiores e minorias, como negros e LGBTs, sujeitados a tratamento degradante, de forma que, na vida real, são desrespeitados e excluídos da sociedade. Além disso, a mídia da prioridade para pessoas padrão, e apresenta um cenário em que não existem pessoas de cor e sexualidade diferente inclusas, de modo que ocasiona a sensação de exclusão e inferioridade a esses grupos. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Dessarte, com o intuito de aumentar a representatividade e diminuir a exclusão de determinados grupos, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio dos membros empáticos da sociedade, será revertido em verbas, por meio da criação de campanhas informativas sobre o impacto que a ausência da representatividade nos meios de comunicação causa nas pessoas consideradas “minoria”, principalmente em crianças negras, que se sentem tristes e feias ao não verem uma figura representativa em desenhos e séries - e também por meio da imposição de maior número de pessoas de todos os tipos presentes nos canais televisivos -, a fim de tornar o ambiente social mais igualitário e sem segregação, seja de cor ou de sexualidade. Desse modo, aternuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da ausência da representatividade, e a sociedade alcançará a Utopia de More.