A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 30/03/2022

O artigo 5° da Constituição Federal brasileira de 1988 garante igualdade de direitos a todos os cidadãos. No entanto, na prática, tal proteção não é assegurada adequadamente, tendo em vista que a representatividade na publicidade acontece de forma desigual no Brasil. Dessa maneira, o preconceito e os padrões estéticos tidos como hegemônicos constituem as duas principais causas dessa problemática.

A princípio, vale ressaltar que a falta de representatividade publicitária é uma consequência das diversas discriminações existentes na sociedade. Nesse sentido, a série “Anne With and an E” conta a história de uma garota órfã, mas também aborda diversas outras narrativas, como é o caso de Bash, um jovem negro que enfrenta inúmeras situações de racismo. Analogamente à série, múltiplas marcas optam por não representarem de forma real a pluralidade existente no corpo social e corroboram para que o processo da quabra de estereótipos relacionados a cor e gênero seja ainda mais lento. Logo, a tolerância e o respeito tornam-se inalcançáveis.

Ademais, cabe apontar que os moldes estéticos impostos impulsionam a deficiência de propagandas inclusivas. Nessa lógica, o livro “A ditadura da beleza” do autor Augusto Cury retrata o cotidiano de mulheres que sofrem com as sequelas de tantarem pertencer a padrões humanamentes intangíveis impostos pelas mídias. Nesse panorama, além do indivíduo ser afetado por não conseguir identificar-se nas propagandas, ele é motivado a mudar para pertencer a um modelo mais aceito socialmente. Dessa forma, a carência de diversidade e representação nas plataformas midiáticas podem causar no cidadão brasileiro danos irreversíveis.

Portanto, faz-se imprescindível que o Ministério da Educação atue inserindo debates acerca dos vários tipos de preconceitos existentes na sociedade, por meio de alterações na Base Curricular Comum, as quais afetarão as disciplinas de filosofia, sociologia e história, a fim de formar cidadãos mais tolerantes e desejosos por uma comunidade mais pluralizada. Ademais, compete as marcas através de campanhas publicitárias criarem propagandas que abragem todos os indivíduos sociais. Assim sendo, os diretos previstos pela Magna Carta serão cumpridos.