A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 06/09/2021

A obra literária “O cidadão inivisível” trata da desvalorização de alguns indivíduos na sociedade brasileira. A crítica de Gilberto Dimenstein no livro é verificada na importância da representatividade na publicidade, que ainda é escassa, principalmente para mulheres negras, visto que ainda são pouco retratadas e representadas nas mídias. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um problema, que se enraíza na falta de representatividade e na má influência midiática.

Nesse cenário, em primeiro plano, é preciso atentar para a lacuna de representividade presente no problema. Para Clarice Lispector, “Não basta existir, é preciso pertencer”. Porém, a sensação de pertencimento não acontence na questão de representação de mulheres negras na mídia, visto que em propagandas são frequentemente esquecidas, por exemplo: em comerciais de produtos para cabelo onde a garota propaganda sempre é branca de cabelo liso. Assim, sem atuar sobre o aspecto que a autora levantou, é improvável dissolver o problema.

Além disso, é fundamental salientar que a má influência midiática é propulsora da questão. Orwell afirma que a mídia controla a massa. Tal controle é nítido quanto à pouca representação de mulheres negras, visto que as poucas vezes que são retratadas em novelas e filmes, são sempre em papéis considerados inferiores do que são representados por pessoas brancas. Desse jeito, urge que a mídia se responsabilize pelo comportamento que se provoca na sociedade.

Portanto, faz-se necessária uma intervenção. Para isso, a TV Globo deve criar um programa, por meio da seleção de apresentadoras negras, a fim, de reverter a lacuna de representatividade que afeta mulheres negras. Tal ação pode, ainda, ser transmitida nas redes sociais para atingir um público maior. Paralelamente, é preciso intervir na má influência midiática presente na questão. Dessa forma, a lacuna representativa existente se tornará cada vez menor para este grupo.