A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 26/08/2021

O romance filosófico “Utopia” - criado pelo escritor inglês Thomas Morus no século XVI - retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Tal obra fictícia, mostra-se distante da realidade contemporânea no tocante a importância da representatividade na publicidade do Brasil. Esse panorama lamentável ocorre não só em razão do preconceito, mas também dos esteriótipos transmitidos através das propagandas. Desse modo, torna-se fundamental a análise dessa conjuntura para reverter esse quadro.

Em primeiro plano, é notório que a grande maioria da população brasileira é negra ou parda mas, só uma pequena minoria é retratada nas publicidades. Comprova-se isso pelo fato de que, de acordo com uma pesquisa feita pela ONU (Organização das Nações Unidas), os negros, de nacionalidade brasileira, possuem uma alta taxa de assassinatos e racismos e um menor índice de escolaridade e acesso ao sistema de saúde. Soma-se a isso, de acordo com o IBGE, cerca de 47%, de 53% dos negros no Brasil, são representados nas publicidades diminuindo, com isso, o nível das diversidades publicitárias.

Em segundo plano, de acordo com Horlando Halergia, “O preconceito e o estereótipo são dois concorrentes que vivem brigando para entrar na nossa vida”. Tal conceito abordado é materializado no Brasil, haja visto que a não representatividade na publicidade do Brasil, traz, consequentemente, a estereotipação das personagens utilizadas na mesma. Logo, tudo isso retarda a importância da representatividade na publicidade, já que empresas publicitárias escolhem apenas um núcleo de pessoas para trabalhos publicitários.

Fica claro, dessa forma, que o governo juntamente com os três poderes da República (Legislativo, Judiciário e Executivo) devem aumentar a fiscalização e a punição contra preconceituosos sejam eles xenofóbicos, racistas e homofóbicos, por meio de leis a fito de incentivar as denúncias das vítimas que sofrem preconceito por não se encaixarem nos esteriótipos criados pela sociedade brasileira. Paralelo a isso, cabe ao governo juntamente com a Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária)  distribuir panfletos gratuitos, em lugares públicos movimentados, contendo informações sobre uma ação a favor do rompimento dos esteriótipos no Brasil e também um número para interessados a participar dessa ação. Dessa forma, poder-se-á concretizar a “Utopia” de Morus na sociedade brasileira.