A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 26/08/2021

Brasil, país colonizado por Portugal, porém, com raízes de múltiplas nacionalidades. À vista disso, o país se formou vinculado a uma variedade de características físicas e culturais. Contudo, a diversidade brasileira é contestada a partir da existência de um protótipo midiático. Nesse sentido, a fim de aumentar a inserção das demais camadas que constituem a população brasileira, faz-se profícuo evidenciar a importância da representatividade na publicidade e seu impacto em questões de integração social e desigualdade econômica.

Em primeira análise , durante Segunda Guerra Mundial, Hittler promoveu propagandas que apontavam a exitência de uma “raça pura”, o que estabeleceu intolerância a todos que não cumpriam as características do padrão exigido. Analogamente, o mesmo acontece no contemporâneo. Esse fato é comprovado quando, segundo o IBGE, mais da metade dos brasileiros se declaram pretos ou pardos, expressividade não compatível com o mostrado na mídia. Diante disso, é certo que, a deficiência de representatividade de uma minoria se baseia na estruturação do preconceito.

Por conseguinte, a falta de identificação popular com o propagado pela comunicação tem seu efeito manifesto na desigualdade. Nesse sentido, Guy Debord, no livro “Sociedade do Espetáculo, aborda o valor da imagem e sua influência social. Dessa forma, tal persuasão torna uma classe subestimada e, assim, sua mão de obra desvalorizada, fato que acentua a disparidade econômica de uma população. Logo, destaca-se a temática como precurssora no contraste social.

Portanto, com finalidade para um país onde sua diversidade seja orgulho e não símbolo de discrepância, faz-se necessária a inclusão da pluralidade popular na publicidade. Desse modo, cabe ao governo, no papel de Minitério da Comunicação, estabelecer prerrogativas que fundamentem a representatividade no meio midiático. A partir disso, minorias serão mais estimadas e começarão a se ver como maioria.