A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 27/08/2021

O filme Okja, lançado em 2017, exibe a forma como as técnicas de publicidade mascaravam a realidade por trás do consumo de carne suína, na qual os animais eram cruelmente tratados para fins lucrativos. Paralelo a isso, o mesmo acontece nas publicidades brasileiras, cuja falta de representatividade descaracterizam a real diversidade de raças e gêneros na sociedade. Em função disso, compete analisar os motivos dessa adversidade e como solucioná-la.

Nesse contexto, o primeiro motivo que contribui para a ausência de representatividade nas propagandas são os estereótipos, conceitos que ditam padrões equivocados sobre aparência física, comportamentos, gêneros, entre outros, acarretando na desvalorização dos grupos minoritários, visto que somente um “padrão” é reconhecido. A exemplo disso, conforme dados da TODX, pesquisa feita pela ONU Mulheres e Heads Propaganda, cerca de 74% das personagens protagonistas são mulheres brancas, comprovando que padrões estereotipados ainda influenciam no ramo publicitário.

Ademais, outro motivo que impede a inclusão de todos nos comerciais é o preconceito enraizado na sociedade, prova disso são os ataques diários que são vistos nas mídias sociais a pessoas negras, LGBTQIA+, de outras culturas e religiões. Por isso, é imprescindível que haja uma valorização desses grupos sociais,  principalmente em áreas onde há um maior alcance, como nos anúncios publicitários, com o intuito de quebrar esses atos discriminatórios.

Portanto, é notório a necessidade de alguma medida para solucionar a falta de representatividade na publicidade, por isso, cabe a mídia estimular a valorização e o respeito aos grupos minoritários por meio de lives de debates com pessoas pertecentes a esses grupos e em campanhas que abordem sobre o preconceito que tais pessoas sofrem, a fim de que haja maior reconhecimento e empatia a esses indivíduos, pois, somente assim, as propagandas serão mais igualitárias.