A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 21/09/2021

“O homem não nada além daquilo que a educação faz dele”, a frase dita por John Locke, filósofo inglês, deixa claro que as informações são responsáveis por moldar o ser humano, assim temos a importância da representatividade na publicidade. Tem-se que a publicidade visa a indução de ideias no público, dessa forma faz-se necessária a análise do impacto das ideologias, presentes nas propagandas, sobre o público.

Em uma primeira análise, nota-se os anúncios sobre bebidas querem influenciar as pessoas a consumir álcool, todavia, também querem passar a mensagem (ou pelo menos, são obrigados a passar uma mensagem) de que não se deve dirigir sobre efeito de embriaguez. Ou seja, os comerciais, além de tentarem vender, ainda tentam introduzir ideias. Portanto, torna-se interessante a introdução de mais temas como a diversidade de raças, religiões, gêneros e sexualidades, de forma indireta, para tornar tais temas menos polêmicos e mais comuns para o público geral.

Adicionalmente como exemplo, tem-se a série O Homem do Castelo Alto, uma distopia onde os nazistas venceram a Segunda Guerra Mundial. No seriado de televisão, o Partido Nazista faz forte propaganda de pureza gênica e pune com a morte pessoas não-arianas e com deficiências. Em um dado momento, um jovem descobre que possui uma doença degenerativa e se declara “um inútil a ser alimentado” se entregando para a polícia, na convicção de estar colaborando para o bem da nação, e tornando-se um exemplo a ser seguido pelos jovens. Assim, fica claro o poder que a propaganda tem sobre a mente do povo.

Em suma, a propaganda tem poder de moldar o pensamento e o pensamento, por sua vez, molda o indivíduo, que molda a sociedade. Assim, é dever do Governo Federal assegurar a introdução da ideia de diversidade na mente da população, na certeza de com isso diminuir o preconceito. Para tal, faz-se necessária uma legislação que obrigue as agências de publicidade a diversificarem seus elencos de atores. Porém, tal diversificação não deve ser feita de forma hostil (colocando atores não-brancos, não-cisgênero e não-heterossexuais de forma a somente cumprir uma cota), pois assim geraria revolta por parte de atores e do público. De modo que, com tais mudanças, pode-se esperar uma gradual mudança na forma de pensamento da população e consequente diminuição da discriminação.