A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 03/09/2021
A cantora americana e ativista negra Beyoncé, em seu documentário intitulado Homecoming, exala a cultura negra e firmou que contará apenas com dançarinos negros em seus concertos. Nesse sentido, percebe que a artista, por ser conhecida e exaltada mundialmente, é uma das principais figuras que ajudam e entendem a importância da representatividade, não somente na publicidade, mas em todas as atividades em geral. No entanto, a falta desse representatividade é gerada não somente pela mídia exclusivista, como também pelos preconceitos enraizados da sociedade.
Em primeira análise, cabe analisar que uma das principais causas para que a “não representatividade” aconteça no mundo atual é o mau uso da mídia pelas grandes empresas de publicidade. Em vista disso, é perceptível que as empresas, de modo geral, preferem utilizar pessoas de acordo com os padrões de beleza que uma pessoa carrega fisicamente, excluindo, assim, as minorias da população. Portanto, tal ato contribue para que esses grupos não sejam representados em publicidades.
Além disso, no que concerne à temática acerca da importância da representatividade, é de suma importância afirmar que os procedimentos enraizados na sociedade atual é um dos fatores para que a irrepresentatividade aconteça. Sob essa perspectiva, o ex-presidente Michel Temer, em sua escolha para os cargos de ministros do seu governo, não escolheu nenhuma mulher para auxiliá-lo, contrariando as pautas da sua antecessora Dilma Roulssef, a qual, também, foi a primeira mulher a assumir o cargo de presidência do Brasil, apenas em 2010. Ademais, a representatividade ajuda na inspiração para outras pessoas. Tal argumento é comprovado após a Rayssa Leal, medalhista olímpica aos 13 anos, ficar em segundo lugar nos jogos olímpicos: após sua subida ao pódio, a busca no Google por “Skate feminino” subiu mais de 200%, ou seja, após ver uma menina medalhar num esporte majoritariamente disputado por homens, parte da população a viu como fonte de inspiração e coragem, pois o skate, até hoje, é conhecido por ser “esporte de homem”.
Por fim, é perceptível por em evidência medidas que ajudem a perpetuar a ideia a importância da representatividade. Nesse contexto, cabe ao Ministério das Comunicações, juntamente com o Ministério da Cultura, criar leis que auxiliem na diversidade étnicas, sexuais e raciais nas publicidades. Além disso, é responsabilidade das empresas utilizarem pessoas de características variadas em suas propagandas, com fina de perpetuar a ideia de uma representação diversificada no Brasil (a qua é verídica). Pondo em prática tais médias, é possível que o Brasil deixe o problema da irrepresentatividade no seu passado.