A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 18/09/2021

É comum que nos comerciais de TV ou  internet vejamos sempre pessoas com aparência ou comportamento padrão para cada papel. Isso é um dos sinais de que a publicidade brasileira e mundial está presa a estereótipos, principalmente estéticos, que denotam as desigualdades presentes neste mercado. As marcas não agem para mudar esta situação por medo de que seu anúncio fracasse ou seja alvo de “piadas”.

A discussão sobre a representatividade na publicidade vem crescendo nos últimos anos, e essa é de suma importância para que se possa retratar a realidade nos meios de comunicação. As principais desigualdes vistas nessa área eram de gênero e raça, onde mulheres e negros pouco participavam, e consequentemente não se sentiam representados pelas propagandas exibidas. Ao analisar a pesquisa do Gemaa (Grupo de Estudos Interdisciplinares de Ações Afirmativas) vemos que o debate surtiu efeito. Os dados da pesquisa mostram um aumento significativo no número de mulheres aparecendo em comerciais, porém de forma indesejada.

Apesar do crescimento da participação do gênero feminino, as mulheres mostradas eram majoritariamente brancas. Continuando por excluir negras e negros, que, ainda segundo o Gemaa, somaram em 2017 apenas 16% das pessoas que apareciam em propagandas. Há ainda o caso do grupo LGBTQIA+, no qual a exclusão é ainda maior, logo a representação destas pessoas é mínima ou nula.

Em síntese, a representação de todos os públicos dentro do mercado publicitário ainda está longe de atingir o ideal. É dever do CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), órgão responsável por fiscalizar a propaganda comercial veiculada no Brasil, em parceria com o Governo Federal, apoiar as causas e movimentos que pedem mais representatividade nos comerciais, através de campanhas de conscientização às marcas, a fim de que elas realizem a inclusão social no âmbito.