A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 18/09/2021

Desde os primeiros anúncios comerciais, a população negra, indígena e outros povos de classificação não-branca, foram excluídos da área publicitária. É notório que, ainda hoje, a diversificação e inclusão das propagandas publicitárias quanto à população preta, parda, amarela e indígena, é minoritária e reforça o branqueamento racial, além de substanciar o racismo. A representatividade dos grupos étnicos e sociais é de suma relevância para a reversão dessa problemática, além do enfraquecimento do preconceito racial, étnico, cultural e de gênero.

Segundo pesquisa do Grupo de Estudos Interdisciplinares de Ações Afirmativas, apesar do pequeno aumento de pretos e pardos nos anúncios, os brancos ainda são maioria nas peças de propaganda, isso demonstra  a falta de diversidade e cria esteriótipos de beleza baseados nos indivíduos de cor branca, por meio dos traços, cabelos e outras características físicas.

Ademais, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, embora pretos e pardos representem mais de cinquenta e seis por cento da população brasileira, somente dezessete por cento participam das campanhas de publicidade, fato que reforça a desigualdade racial e impossibilita a identificação das pessoas pertencentes aos seus respectivos grupos étnicos e sociais.

Destarte, cabe ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, organização não-governamental reguladora da publicidade brasileira, aliado à Secretaria Especial de Comunicação, a criação de leis inclusivas que exijam e orientem as empresas veiculadoras das propagandas à representarem, por intermédio dos seus anúncios, as raças e etnias que fazem parte da sociedade brasileira, a fim de promoverem maior identificação do público e repassar a  igualdade racial, de etnias, cultural e de gênero. Desse modo, a pluralidade e diversidade humana será valorizada e os impactos negativos, de caráter discriminatório e excludente, cessados.