A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 17/09/2021

Para os autores contratualistas, como John Locke, Thomas Hobbes e Jean-Jacques Rousseau, a função do Estado é esta: reger um conjunto de regras gerais em nome de um grupo de requeridos que cederam seu poder de ação individual para que essa entidade maior tenha a legitimidade necessária para garantir os direitos essenciais para todos. No Brasil, a Constituição Brasileira diz que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. No entanto, a ausência da representatividade nas mídias faz com que grupos desfavorecidos não possuam essa igualdade preconizada constitucionalmente. Dessa maneira, percebe-se a importância da representatividade na publicidade, pois ela permite a inserção de incluir no âmbito social e a valorização deles.

Vale ressaltar, a princípio, que propagandas, séries, filmes e programas de televisão influenciam os requisitos e podem ajudar no processo de normalização das diferenças existentes entre as pessoas. Ao incluir diferentes pessoas nas publicidades há uma diminuição dos preconceitos, devido a notoriedade ganhada por tais incluídos. Sob essa ótica, em um episódio da série “Bridgerton”, por Netflix, Lady Danbury, uma mulher preta, fala sobre o quanto a sua vida foi mudada quando uma mulher de sua cor se casou com um nobre e assumiu um papel de destaque na sociedade londrina e, diante disso, quando as pessoas passaram a enxergá-la e trata-la com mais respeito.

No Brasil, foi possível perceber que na 21º edição do “Big Brother Brasil” alguns participantes, como Gilberto Nogueira, em relação a sua sexualidade, Camilla de Lucas, com assuntos sobre transição capilar, e Juliette Freire, quanto ao seu jeito de ser ligado à sua origem, assumindo um papel essencial durante o programa, em que as pessoas passaram a se identificar com eles, auxiliando na percepção de que suas singularidades não devem ser consideradas anormalidades. Dessa forma, é evidente que a diversidade na mídia é essencial para nós sentirem-se acolhidos e representados, difundindo uma autoaceitação.

Depreende-se, portanto, que medidas precisam ser tomadas para aumentar a representatividade nos meios midiáticos. Desse modo, as empresas que produzem séries e filmes, como a Netflix, e que fazem publicidade na mídia, como a Americanas, devem promover a divulgação de pessoas diversas, por meio da contratação de indivíduos de cores, cabelos, gêneros e idades diferentes, a fim de representar o maior número de particularidades e incluir todos, diminuindo os preconceitos existentes e incentivando a prática de aceitação.