A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 17/09/2021
Atualmente nossa sociedade encontra-se em um estado de desconstrução
bem mais avançado do que a um século atrás, isso é fato. Porém, alguns resquícios de: Preconceito, descriminação, intolerância e até mesmo hostilidade, ainda encontram-se presentes no mundo atual. Pessoas pertencentes a minorias crescem muitas das vezes a imagens do padrão da imposto pela sociedade, sentindo-se não representados e sem um “modelo” para se identificar.
Os mais comuns entre vários preconceitos que existem são: O racismo, a homofobia e o machismo. Pessoas que fazem parte de comunidades como estas são comumente excluídas, ou substituídas por outras que se aplicam a esse tipo de “padrão”. Brancos, héteros, cis e cristãos. Estes indivíduos são frequentemente representados em séries, filmes, propagandas e etc, crescem tendo sua imagem estampando objetivos grandes e almejados pela maioria. Mas, e quando alguém que não se faz jus a uma dessas características almeja a mesma coisa?
De acordo com uma pesquisa feita pela Agência Heads, em comerciais televisivos onde homens são protagonistas, 75% são brancos. E quando mulheres, 73%. Sendo assim, brancos ainda são predominantes não só nesse cenário como em vários outros. “As pessoas olham para mim, veem meu cabelo e falam: Nossa, o seu cabelo está na moda, está todo mundo usando.” Diz a modelo Débora Rodrigues da Silva Oliveira ao ser questionada sobre assumir seu cabelo natural não liso.
Dessa forma, é clara e evidente a discriminação que sofrem pessoas de tais grupos. A representatividade na publicidade serve para abranger todos aqueles que não fazem parte da maioria privilegiada. Para isso, empresas responsáveis por tal área devem conscientizar-se da importância de incluir essas comunidades em suas campanhas e seus projetos para que cada vez mais a diversidade seja o padrão que as estampa.