A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 17/09/2021

De acordo com a Constituição brasileira, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. É perceptível, no entanto, que isso não condiz com a nossa realidade atual, a representatividade na publicidade, ainda é um dilema, constituindo um espaço turbulento para os que ainda são considerados “minorias”. Diante disso, é crucial analisar os fatores que favorecem esse quadro.

Em primeiro lugar, destaca-se o pensamento conservador que, infelizmente, ainda persiste, e a negligência governamental, a qual tem disseminado ódio aos grupos minoritários. Durante os períodos eleitorais, um dos maiores pontos observados para a escolha de um representante é, sem dúvidas, as suas ideologias. Tendo isso em mente, observa-se que a maior parte dos eleitores conservadores abominam a representatividade de pessoas LGBTQI+, preto e índigenas. Sob essa perspectiva, fica claro que a ideologia conservadora retrocede a sociedade brasileira, afetando diretamente a representatividade nas publicidades.

Em segundo lugar, está o quesito da negligênia governamental. Aristóteles diz, em seu livro “Ética a Nicomaco”, que a política existe para garantir a felicidade dos cidadãos. Entrentanto, é fácil perceber que, em relação a representatividade na publicidade, essa não é a realidade brasileira, onde se observa que há um líder nacional incompetente que, por todos os meios, tenta silenciar temas que necessitam ser abrangidos.

Portanto, medidas são necessárias para solucionar a problemática. Cabe ao Ministério da Cultura, órgão responsável por administrar a legislação a respeito da publicidade, levar ao Planalto uma PEC a qual exija uma inclusão das “minorias” nas publicidades, levando em consideração, a necessidade de haver uma sociedade em que prevaleça a igualdade e diminuindo os preconceitos existentes.