A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 17/09/2021
O filme “Pantera Negra” é um exemplo de representatividade negra no âmbito cinematográfico, entretanto, essa representação ainda é muito baixa. A representação de gênero, cor, sexo, raça, na publicidade, vem sendo um assunto muito discutido, pois, todos querem senti-se retratados e livres com suas escolhas de vida, porém, os esteriótipos ainda dominam a publicidade. Por isso, a problemática estereotipização e a falta de inclusão de grupos, como LGBTQI+ nas propagandas, precisa ser mudada.
Em primeiro plano, há diversos tipos de padrões que são impostos na sociedade, por exemplos em propagandas, onde as mulheres são retratadas magras, de cabelos lisos e olhos claros, assim como também em filmes e séries, onde geralmente os protagonistas são brancos. Até mesmo se perguntar para um gringo como é a mulher brasileira, ele irá dizer que ela tem glúteos e seios grandes e sabe dançar. Então para aqueles que não enquadram-se nesses padrões, sofrem com a exclusão e passam a viver buscando se encaixar. Hoje há uma busca de quebrar esses modelos, mas o processo ainda é muito lento.
Por conseguinte, muitas marcas dizem-se a favor da comunidade LGBTQIA+, entretanto, não há uma representatividade em suas propagandas. Segundo uma pesquisa feita pela Elife Brasil, Embora esse grupo sejam 10% da população brasileira, em 2019 eles só figuram em 4% dos posts, e em 2020 esse número diminuiu para 3%. Apesar de muitas marcas hoje em dia fazerem propagandas incluindo casais gays, lésbicos, como Doritos, Burger King, Skol, Nivea, entre outros, ainda sim, a representatividade é muito baixa, e a homofobia ainda está presente.
Portanto, diante do exposto, nota-se a importância da representatividade das minorias no meio publicitário. Nisso a necessidade de atuação do Poder Legislativo, que deve criar uma lei para assegurar a representação da parcela social nas publicidades e propagandas. Onde por meio de uma norma que obrigue a inclusão de pelo menos 50% de indivíduos de diferentes etnias, orientações sexuais e identidades de gênero nos canais veiculados à publicidade. Sendo fiscalizada pelo Ministério Público, de modo a empregar uma multa aos grupos publicitários que não se adequem ao que foi estabelecido. E por fim, a Mídia como grande influênciadora em parceria com influencers, realizaria postagens nas redes sociais apoiando e incentivando a quebra de padrões.