A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 19/09/2021
A série de livros “Divergente” mostra durante a narrativa revela a falta de representatividade, por intermédio da minoria que não se encaixa na corporação, uma vez que as autoridades queriam manter seu “status”, deixando de lado quem não era reconhecido como altruísta ao corpo social e caracterizando grupos excluídos como ameaça à publicidade garantida pelo Geverno, o que gerou revolta de tais minorias. Fora da ficção, o cenário retratado pode ser relacionado ao quadro atual brasileiro: a representatividade na publicidade evita rebeliões que são causadas pela ignorância governamental e pela padronização do perfeito que as propagandas, sobretudo realizadas nas mídias sociais, evidenciam. Sob esse viés, denuncia-se a escassez da representação de pessoas minoritárias na publicidade pela irrelevância que o Estado tem em combater a problemática.
Dado que ao controlar o público que está incluso nas propagandas, ignorando a parte populacional considerada estatisticamente excluída, o poder governamental age de modo injusto e egoísta para o contorno do revés. De modo conjunto, a seleção social é um modo de dominação presente na contemporaneidade, uma vez que é reconhecida como um abuso totalitário constituído pelo preconceito – atitude de pré-julgamento, ou seja, uma injustiça que colabora para o surgimento de greves – ligado aos padrões criados pelo próprio ser humano. Logo, é eminente, para desestruturar a seleção na publicidade, a relevância da falta de liberdade de expressão comercial pelo governo brasileiro. Ademais, encontra-se a apresentação da perfeição, presente nas publicidades, como causador da exclusão social de uma parcela populacional que não é representada nas propagandas: homossexuais, negros e mulheres. Associado a isso, está a própria comunidade como mobilizadora do problema, haja vista que a espetacularização da vida, demonstrada em publicidades, é causada pela concepção humana. Dessa forma, para a representatividade de todos os indivíduos, é necessário romper o padrão da perfeição. Portanto, é mister que o Estado tenha atitudes que melhorem o quadro atual e a construção da seleção social. Para a representatividade nas publicidades, urge que o Ministério Público – órgão responsável pela criação e alteração legislativa – crie, por meio de investimentos em campanhas publicitárias que inclua a minoria, leis que tornem obrigatório a inclusão de grupos sociais nas propagandas, inibindo, desse modo, a ignorância estatal. Tais leis terão o fito principal de tornar a comunidade empática, que lado a lado, precisam do apoio individual em desmoralizar o conceito de “vida perfeita” demonstrado nas redes sociais. Somente assim será possível combater a exclusão social e evitar revoluções causadas pela injustiça da humanidade demonstrada em “Divergente” ao desconsiderar uma parcela da instituição.