A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 20/09/2021
Desde seus primórdios a publicidade se utiliza de diversas estratégias para chamar atenção do consumidor, uma delas é a utilização de personagens que dão voz aos seus anúncios e também emprestam suas faces para estampá-los. Acontece que depois de um tempo foi construído um padrão visual para os modelos que ficou bastante perceptível na história da publicidade, o problema é que esses padrões não representam a maioria das pessoas que são impactadas pelas campanhas diariamente, logo, essa realidade começou a incomodar.
Diferentes tons de pele e tipos de cabelo, roupas sem gênero, modelos plus size e muitas outras estratégias estão surgindo aos poucos na publicidade brasileira, de forma que qualquer deslize de uma marca ao abusar de estereótipos e padrões gera buzz negativo. Vale ressaltar que não está tudo resolvido, a publicidade não se tornou democrática, tampouco traz como premissa básica a representatividade. O que aconteceu é que as marcas perceberam esse movimento e resolveram repensar suas estratégias, porém esse processo é lento e está longe de ser a solução.
Além disso, é de extrema necessidade ter referências positivas de raça e gênero nas publicidades brasileiras para incentivar a afirmação pessoal de identidade.
Portanto, é necessário medidas para garantir a efetivação da representatividade nas publicidades. Para isso, as propagandas governamentais devem elaborar campanhas nas várias mídias que exaltem a diversidade humana, por meio da junção de diferentes grupos étnicos.
Além disso, cabe ao Ministério da Educação por meio de aulas nas escolas, com o objetivo de gerar uma sociedade mais respeitosa com os seus distintos. Dessa maneira, será possível remover a “pedra” e construir um país mais igualitário, justo e coeso.