A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 23/09/2021
A série de TV “Histórias Que Importam” visa com que crianças se sintam representadas nas histórias infantis, para isso cada episodio uma celebridade negra conta uma obra infantil de autores negros. Ações como essa mostram a importância de cada vez mais mostrar a representatividade das diversas pessoas nas propagandas e na literatura. Ao refletir a respeito da importância da representatividade na publicidade, no século XXI, a problemática ocorre em virtude do preconceito enraizado na comunidade, o que corrobora para a falta de visibilidade e esquecimento das culturas minoritárias. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.
A princípio, torna-se possível perceber que o Brasil foi construído socialmente em uma base cultural de misturas étnicas para mascarar o preconceito implantado. Diante disso, percebe-se de acordo com o conceito do sociólogo Florestan Fernandes a “Democracia Racial”, isto é, uma falsa noção de igualdade entre brancos e negros. Visto que há um racismo estrutural e institucional no Brasil, por exemplo a escravidão, tornando negros escravos pela cor de pele e classe social. Analogamente, ainda que a abolição da escravatura já tenha se encerrado ainda nota-se os reflexos nos dias de hoje, uma vez que não há visibilidade de outras etnias nas propagandas na televisão.
Desse modo, a perpetuação da discriminação invibializa a noção de pertencimento de parcela da população, já que não se veem representadas. À vista disso, o professor Boaventura Santos discute sobre o desaparecimento da cultura desses povos. Seguindo essa linha de pensamento, é preocupante a falta de preocupação para trazer novos olhares sobre as diversas etnias no país, isso faz com que uma parte da sociedade se sinta excluída da identidade nacional.
Por conseguinte, fica claro que ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas, em praças públicas, ministradas por psicólogos, que discutam o combate a falta de representatividade nas propagandas, de forma que o tecido social desprenda-se de certos tabus, assim atitudes como as da série de televisão “Histórias Que Importam” sejam cada vez mais comuns.