A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 26/10/2021
Nas obras do Realismo, movimento literário inaugurado no século XIX por Machado de Assis, por meio da obra “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, são apresentadas críticas sociais. Para a época, essa era uma maneira de enquadrar as várias realidades dentro de um meio cumunicativo, a exaltar a representatividade na publicidade. Esse fator é muito importante na atualidade, haja vista a sua contribuição para o findar do preconcentio e para a inclusão social.
Primariamente, devido a questões históricas ligadas, principalmente, à escravidão e às perspectivas de vida eurocêntricas, o preconceito esteve presente, desde cedo, na sociedade brasileira. Nesse aspecto, hoje, no sentido publicitário, muitos esteriótipos são existentes, dentro de uma soma de 38 tipos nas propagandas, segundo estudo da Agência 65/10 e do Facebook. Nesse contexto, a representatividade na publicidade surge como uma alternativa para findar tais preconceitos, visto que coloca os indivíduos em contato maior com as diferenças. Fica clara, assim, a importância de fazer os grupos estigmatizados representados na mídia, a visar o desenvolvimento.
Outrossim, por conseguir romper com estigmas preconceituosos, a representatividade na publicidade é uma grande ferramente para a inclusão. Marie Curie, famosa cientista polonesa, laureada com os Prêmios Nobel de Química e Física, defendia que, na vida, não há coisas a se temer, apenas a se compreender. Nessa perspectiva, com pessoas de grupos excluídos por questões de preconceito e aversão representadas na publicidade, tais como cidadãos discriminados por cor, gênero, religião ou orientação sexual, a compreensão descrita por Marie é facilitada. Desse modo, a inclusão social passa a ser efetivada de maneira mais produtiva, o que contribui para a evolução da sociedade, dentro de uma esfera respeitosa mútua.
Destarte, é imprescindível que a representatividade na publicidade é importante para a superação do preconceito e da falta de inclusão social. Portanto, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), por intermédio da destinação de recursos à mídia, principal veículo publicitário da atualidade, realizar mais campanhas com a presença de grupos estigmatizados, valorizando-os em suas naturezas. Quiçá, tal medida instigará a diminuição de esteriótipos, a inclusão e a compreensão sobre as realidades diversas, de maneira a garantir o desenvolvimento.