A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 11/10/2021
Zygmunt Bauman defende que “não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas”. No entanto, não é possível verificar uma reação interventiva na lacuna da representatividade, pois as pessoas não se identificam com a publicidade atual. Neste contexto, torna-se evidente a carência do pensamento crítico, bem como a má influência midiática.
Sob esse prisma, a falta de uma reflexão crítica sobre representatividade, faz com que as pessoas não percebam o problema. Em concordância com o filósofo Sócrates, uma vida sem reflexão não vale ser vivida, consoante a isso, a mídia traz a sensação de não se estar vivendo a vida perfeita, mostrando assim, a falta de pensamento crítico. Sendo assim, a falta de reflexão publicitária faz com que as pessoas não se vejam representadas na indústria midiática, acreditando que o problema está nelas não na forma que são representadas.
Paralelamente, no hodierno, a mídia corrobora coma estereotipização, como pessoas magras e brancas. De acordo com a pensadora Chimamanda Adichie, a cultura não faz as pessoas; as pessoas fazem a cultura, ou seja, a mídia mostra aquilo que a maioria quer ver. Entretanto, a má influência midiática traz consigo a responsabilidade individual de mudar o coletivo, pois sua persuasão interfere diretamente nos moldes que excluem a minoria representada, como a população negra, gorda e portadora de deficiência.
Portanto, é indubitável a importância da representatividade na publicidade, fazendo-se necessária ser mais diversificada. Para isso, a mídia de massa, deve criar um projeto que valorize a diversidade da população, por meio de propagandas que tragam representatividade no meio artístico, em canais abertos como a Globo e o SBT. Tal ação tem como finalidade promover mudanças na indústria publicitária e trazer em debate o pensamento crítico sobre estereótipos. Desta forma, será possível lidar melhor coma lacuna de representatividade, como defendeu Bauman.