A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 07/10/2021
No século XVIII, a geração romântica indianista foi responsável por valorizar, na literatura, a verdadeira essência do povo brasileiro. Entretanto, é notório que os valores nacionalistas, os quais são expostos no Romantismo permaneceram apenas nas obras literárias, inserindo, na contemporaneidade, a carência da representatividade na publicidade do Brasil. Diante do exposto, a ausência de medidas governamentais e a má influência midiática são causas principais que têm auxiliado na manutenção da problemática supracitada.
Em primeiro lugar, deve-se ressaltar a escassez de medidas governamentais para o combate à falta de visibilidade social na conjuntura publicitária brasileira. Nesse sentido, o filósofo alemão Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. De modo que, justifica uma das causas do problema, pois esses grupos se tornam invisíveis frente à sociedade e são privados de seus direitos inerentes de representatividade e igualdade.
Concomitante a isso, a mídia - meios de comunicação em massa - atuam como direcionadores de pensamento de grande parte da população. Segundo Pierre Bourdieu: “Aquilo que foi criado para se tornar instrumento de democracia direta não deve ser convertida em mecanismo de opressão simbólica”, observa-se que o papel exercido pela mídia ao realizar a cobertura de tais episódios refletem esta disfunção. Nota-se que a falta de representatividade nas campanhas publicitárias no Brasil diminui a inclusão de certos indivíduos por não representa-los de forma adequada e com frequência em propagandas televisivas e em jornais. Desta forma, influencia o público através de uma visão distorcida sobre a comunidade que constitui o Brasil e oculta a maior característica brasileira: a diversidade.
Portanto, faz-se necessária a universalização do direito de representatividade para toda a população brasileira. De acordo com o filósofo Chinês Confúcio: “Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros”. Dessa forma, é papel do governo, por meio da liberação de verbas destinadas às ações sociais e com o apoio de ONGs especializadas, desenvolver atuações que revertam a má influência midiática como o aumento da participação de um espectro maior de pessoas em propagandas publicitárias evidenciando as diferenças e auxiliando na quebra de esteriótipos raciais e de gênero. Talvez, assim, os mecanismos utilizados para opressão simbólica sejam direcionados e convertidos em intrumentos democráticos como proposto por Pierre Bourdieu, pensador Francês contemporâneo.