A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 08/10/2021
Durante o período de seu governo, Getúlio Vargas usou a propaganda em massa a fim de criar uma imagem de si próprio na qual a população, sobretudo mais pobre, se sentisse representada. Atualmente, no entanto, as propagandas em gerais não apresentam serem inclusivas, o que ocasiona uma falta de representatividade. Nesse sentido, a importância da representatividade inclusiva na publicidade é vista nas consequências de sua ausência como por exemplo o reforço a esteriótipos e aumento do preconceito.
Em primeira análise, publicidade de produtos e roupas idealizam um padrão de aparência. Nesse viés, esteriótipos são reforçados a medida em que negros, deficientes e pessoas acima do peso são excluídos de tais anúncios e consequentemente sentem a pressão social. Esse fato foi bem sintetizado pelo sociólogo Émile Durkheim no qual mostra que a sociedade com seus padrões exerce forte influência sob o indivíduo de modo a afetar sua forma de pensar e agir. Dessa forma, a irrepresentatividade nas propagandas reforça padrões estéticos de modo a afetar o indivíduo com fenótipos diferentes do que é tido como padrão.
Além disso, a falta de representatividade na publicidade perpetuar e aumenta o preconceito contra pessoas que não se encaixam nos padrões. Nesse âmbito, o sociólogo Walter Benjamim em seu estudo sobre a reprodutabilidade técnica buscou demostrar que a publicidade apresenta veladamente os interesses da classe dominante, na qual busca perpetuar pensamentos e padrões de seu interesse. Dessa maneira, anúncios que sempre destaca brancos ou, no máximo, negros sem traços negróides acabam por gerar preconceito e perpetuar esse crime.
Portanto, a importância da representatividade é vista nas consequências de sua ausência. Assim, visando evitar não somente o reforço de pensamentos esteriotipados, mais também a perpetuação de pensamentos preconceituosos é necessário que a iniciativa privada, com a ajuda de ONGs, possa incluir grupos diversos em seus anúncios publicitários, como negros, deficientes, pessoas acima ou abaixo do peso, bem como pessoas LGBTQI+. Dessa forma, torna-se-á possível a diversidade senti-se representada pelas proganadas.