A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 10/10/2021

O filme ‘Pantera Negra" trouxe ao mundo cinematográfico um novo herói negro, evidenciando a cultura africana e contando com a participação de, somente, atores pretos. Analogamente, fora da ficção, esse projeto se tornou um marco de representatividade em um meio segregador e com poucos personagens afrodescendentes. Consequentemente, explicitando a necessidade das pessoas em se identificarem nos ramos midiáticos que ainda baseiam suas produções pautadas em preconceitos instaurados historicamente.

Em primeiro plano, no período histórico do “Brasil Colonial”, o embate cultural entre as populações mundiais ocorreu engrandecendo a visão eurocêntrica. Ademais, expalhando tal preceito com a justificativa para escravizar negros. Contudo, esse contexto manteve-se enraizado no Brasil ao longo dos séculos, deixando fortes marcas de racismo em nossa sociedade.

Entrementes, sob o mesmo viés, o filósofo camaronês Achille Mbembe enunciou a frase “paz sem voz não é paz, é medo”. Dessa forma, notabilizando que silenciar um movimento não é sinônimo de deixá-lo em paz, e sim o contrário. Assim, quando a publicidade não trata todos como seres humanos de forma igualitária, o racismo e preconceitos ganham mais força. Desse modo, fomentando o medo daqueles que sofrem com os rastros deixados pelo passado segregador e humilhante de nosso país.

Portanto, faz-se necessário que o Ministério da Educação e Cultura (MEC) promova campanhas publicitárias que contenham pessoas de todas as etnias igualitariamente. Tal avanço, pode ocorrer por meio de propagandas e até palestras ou atividades no ambiente escolar, a fim de garantir a representatividade cultural que foi apagada, ao longo do tempo, pela influência da colonização Européia. Assim, será possível que os movimentos racistas não sejam apoiados pela mídia que, consequentemente, irá estimular a igualdade fornecendo representatividade tal qual o ocorrido com o filme supramencionado.