A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 11/10/2021

O IBGE divulgou que a internet é utilizada em mais de 80% dos domicílios brasileiros. Visto isso, era de se esperar que o país tivesse sua população bem informada e consciente das demandas sociais. Todavia, não é o que se observa quando o assunto é a importância da representatividade na publicidade. Isso porque essa discussão deveria ocorrer, principalmente, nas escolas, mas assim não é. Deve-se, logo, entender quais as responsabilidades governamentais e cidadãs sobre essa questão.

A princípio, qualquer debate sobre a eficiência do sistema escolar deve passar pela falha governamental. Ou seja, sendo o MEC responsável pela elaboração do currículo escolar, se há uma lacuna de abordagem acerca da representatividade africana, é deste órgão a incompetência. Afinal, como afirma o filósofo brasileiro Mario Sérgio Cortella, “Quando um modelo de vida leva ao esgotamento, é fundamental questionar se vale a pena continuar com ele”. Sendo assim, caso não seja revertida a situação, a tendência é que a falta de representatividade persista na sociedade.

Ademais, como afirmou o pensador Confúcio, “Não são as más ervas que sufocam o grão, é a negligência do cultivador”. Isto é, a indiferença de muitos brasileiros em relação ao reconhecimento de lésbicas, gays, bissexuais e transgênero é preponderante para a permanência do problema. Assim, aqueles que não se sentem atingidos diretamente tendem a ignorar o sofrimento dos que clamam por ajuda. Destarte, caso não haja ardor para o debate sobre a ausêncica de visibilidade dessa minoria nas escolas, é certo que essa questão se fará presente também nas próximas gerações do país.

Portanto, tendo como ponto nevrálgico a escassez de discussões sobre a importância da representatividade na publicidade, é emergencial uma intervenção estatal. Então, cabe ao MEC, por ser o órgão governamental, responsável pela elaboração do currículo escolar, inserir esse assunto na grade escolar. Essa ação pode ser executada a partir da précia capacitação dos professores e disponibilização de materiais pedagógicos de apoio. Tudo isso terá como finalidade promover o diálogo a reflexão sobre o a falta de reconhecimento dessa minoria e, por conseguinte, um fim pacífico à questão.