A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 03/11/2021
O romance filosófico “Utopia” - criado pelo escritor inglês Thomas Morus - retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Tal obra fictícia, mostra-se distante da realidade contemporânea no tocante a importância da representatividade na publicidade, questão ainda em discussão nos meios de comunicação. Esse panorama lamentável ocorre não só em razão do preconceito, mas também pela falta de apoio público e social. Desse modo, torna-se fundamental a análise dessa conjuntura para reverter esse quadro.
Nessa linha de raciocínio, é primordial destacar que a carência de investimentos em modelos representativos deriva da ineficiência do Poder Público, no que concerne à criação de mecanismos, os quais cobriam tais recorrências. Sob a perspectiva do filósofo contratualista John Locke, o Estado foi criado por um pacto social para assegurar os direitos fundamentais dos indivíduos e proporcionar relações harmônicas. Entretanto, é notório o rompimento desse contrato social no cenário hodierno brasileiro, visto que, devido à baixa de atuação das autoridades, a população fica majoritariamente representada pelo esteriótipo branco, sendo que mais da metade do país se considera negro ou pardo. Destarte, fica evidente a ineficiência da máquina administrativa na resolução dessa situação caótica. Além disso, o excesso de preconceito enraizado sobre pessoas que não se encaixam no “padrão” apresenta-se como outro desafio da problemática. De acordo com o filme Green Book: o guia. Tal conceito abordado é materializado no mundo, haja vista que retrata o apharthaid no sul dos EUA e a incessante vontade do protagonista de expressar o seu povo através da música clássica, o que consequentemente, sofria paulatinamente preconceito devido a sua cor. Logo, tudo isso retarda o combate da valorização da representatividade na publicidade, já que, a carência desta contribui para a perpetuação desse quadro relatório.
Assim sendo, torna-se indubitável o apoio de medidas públicas e coletivas na para garantir a valorização da representatividade no Brasil. Posto isso, cabe o investimento do Ministério da Educação em palestras escolares que exponham o sofrimento das pessoas que não são representadas na sociedade, com o intuito de sensibilizar aqueles que são constantemente representados e saindo de suas caixas e trazendo aos profissionais de marketing do futuro para uma nova perspectiva sobre a representatividade social. É válido ressaltar, o empenho do Ministério da Cidadania associado a várias influencers fora do “padrão” na divulgação de seus conteúdos, a fim de que estas representam várias pessoas no país e assim aumentando sua visibilidade.