A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 15/10/2021
No Brasil o machismo e o racismo são dois eventos enraizados estruturalmente em sua história, , tanto que apenas no início de século XX o voto feminino foi garantido legislativamente, e só no século XIX, após centenas de anos na escravidão, os negros foram considerados cidadãos brasileiros. Tal atraso na imposição da igualdade entre gêneros e etnias ocasionou em uma baixíssima representatividade desses grupos na sociedade contemporânea. Desse modo, cabe a reflexão sobre o fator atual que colabora para esse impasse e como a educação pode ajudar a resolvê-lo.
Inicialmente, faz-se necessário expor como a sociedade brasileira ainda contribui para que a desvalorização da diversidade cultural do país ocorra. Consoante a isso, depreende-se que a normalização do empecilho é a causa da permanência dele, e analogamente a isso, a filósofa Simone de Beauvoir dizia que mais absurda que a problemática é o fato de a sociedade se habituar a ela. Diante disso, entende-se que movimentos como o “Black Lives Matter” e o feminismo atuam como grandes opositores à padronização da baixa representatividade da população negra e da população feminina, funcionando como grandes ferramentas contrárias à normalização desse problema.
Entretanto, apesar da eficácia considerável desses movimentos que pregam a democratização representativa, ainda faz-se preciso o uso da educação como recurso a ser usado desde a base socioestrutural. Relacionado a isso, Rubem Alves, teólogo brasileiro, citou a possibilidade que a educação possui de figurar como asa ou gaiola, ele afirmou que que a forma na qual ela figuraria dependeria do modo como é valorizada e aplicada. Com base nisso, para que a educação tenha um papel eficaz na luta pela representatividade é preciso que ela figure como asa, libertando o país das amarras que o prende à tradições pouco inclusivas e antiquadas.
Portanto, medidas que busquem amenizar ainda mais a habituação à problemas estruturais de preconceito e exclusão se mostram indispensáveis. Assim, a Mídia e o Ministério da educação - responsáveis, respectivamente, pela influência e grande potencial de alcance à população em geral e por todo o sistema de educação brasileiro - devem se unir com o propósito de fortalecer movimentos minoritários, divulgando-os e contanto a história deles, e fortalecer a consciência de igualdade entre todas as diversidades de gênero ou cor, por meio da educação nas escolas e projetos que incentivem os alunos a saberem mais sobre a origem do Brasil, a fim de se obter uma população que trata os seus problemas sem normalizá-los e tem a educação como meio para extingui-los.