A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 20/10/2021
Após a eclosão da Revolução Científica e a ascensão das redes sociais, novas formas de incorporação de alteridades emergiram. Nesse cenário, salienta-se a importância da inclusão da representatividade na publicidade. Indubitavelmente, o ambiente cibernético competitivo e o baixo apelo midiático aos grupos sub representados se configuram empecilhos a essa prática. Sendo assim, medidas assertivas são necessárias para a resolução desse cenário.
Em primeira análise, destaca-se o clima hostil permeado nas redes sociais modernas. Consoante a posição do filósofo canadense Jordan Peterson: “O ódio destinado aos grupos subjugados na sociedade retrai a ação das marcas na promoção de divulgação cibernéticas associados à sua imagem”. Certamente, a superação dessa condição se faz necessária, posto que, ao dar luz as alteridades, estas ganham força social e tornam-se resistentes aos preconceitos.
Em segunda análise, ressalta-se o baixo investimento em publicidade destinada aos grupos sociais assiduamente alvos de preconceito. Segundo dados da Folha de São Paulo, apenas um décimo das propagandas circuladas na mídia televisiva era interpretado por atrizes negras. Dito isso, no recorte da informação, salienta-se dois grupos constantemente discriminados na sociedade: mulheres e negros. Isto posto, urge às autoridades competentes atitudes que reverberem na superação dessa causa.
Destarte, para tal, cabe ao Ministério da Cultura, por meio de verbas federais, o desenvolvimento de propagandas cibernéticas e televisivas protagonizadas por grupos sociais de alteridades. Absolutamente, esta ação objetivará aumentar a representatividade dessas classes em diversas esferas da sociedade, visando reduzir, contra estas, as discriminações. Assim sendo, o Brasil ecoará os reflexos de toda a sua diversidade.