A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 25/10/2021
O romance filosófico “Utopia”, criado pelo escritor inglês Thomas Morus, retrata uma sociedade perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Tal obra fictícia, mostra-se distante da realidade contemporânea em relação ao combate do assédio moral no trabalho, problema ainda a ser combatido no Brasil. Esse panorama lamentável ocorre não só em razão da negligência governamental, mas também do patriarcalismo enraizado.
Nessa linha de raciocínio, é primordial destacar a ausência de medidas governamentais para a efetivação do artigo 1° da Constituição Federal, o qual visa garantir a dignidade do indivíduo. Sob a perspectiva do filósofo John Locke, o Estado foi criado por um pacto social para assegurar os direitos fundamentais dos indivíduos e proporcionar relações harmônicas. Todavia, é notório o rompimento desse contrato social no cenário hodierno brasileiro, visto que os agentes estatais não garantem a eficácia das leis trabalhistas e a estabilidade na questão do desemprego, o que leva o trabalhador a suportar o assédio moral a fim de manter o emprego. Além disso, a lentidão da justiça, desperta um medo na vítima e faz com que a mesma não denuncie os casos de abuso.
Somado a isso, o patriarcalismo apresenta-se como outro promotor da problemática. Durante o período colonial, o senhor de engenho comportava-se como dono dos escravos e de tudo ao redor. Com base nesse pensamento, os superiores atuais têm a percepção de que estão acima, humanamente, de todos os funcionários e, dessa forma, possuem a liberdade de explorá-los física e psicologicamente. Tais comportamentos provocam traumas graves nos trabalhadores, que podem desenvolver problemas psicológicos, como depressão. Sob esse viés, torna-se fundamental a análise dessa conjuntura para reverter a situação.
Portanto, medidas são necessárias para a solução do impasse, Logo, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital que, por intermédio do Governo, será revertido em ações públicas, como palestras nas empresas, para inteirar as pessoas acerca desse tema, com o intuito de encorajar as vítimas a denunciarem. Outrossim, a mídia deve conscientizar, por meio de propagandas informativas, os chefes sobre essas atitudes imprudentes, para tornar o ambiente de trabalho saudável. Dessa maneira, poder-se-á concretizar a “Utopia” de Morus na sociedade brasileira.