A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 27/10/2021
Em todo o mercado mundial é possível ver traços da incompatibilidade de publicidades com a realidade, como por exemplo as propagandas de jogos eletrônicos que demonstram 90% de personagens utópicos com caracteristicas ‘‘bem vistas’’ pela comunidade. Consoante a isso, observa-se um certo grau de exclusão de grande parte da população que não se identifica nas exigências da cultura publicitária. Por isso, a representatividade nessa área é de suma importância para concretizar a inclusão e a ‘‘democratização’’ da diversidade brasileira.
Primeiramente, em vários momentos o jogador de futebol Neymar mudou seu estilo visual em decorrência de sua apresentação em jogos e propagandas, já que além de ser um competidor profissinal, é patrocinado por diversas marcas e empresas. Sabendo disso, os reais efeitos que um simples corte de cabelo causa na população pode ser extremamente positivo, visto o inegável impacto nos fãs que se sentiram representados ao ser publicado que o atleta optou por aderir os cachos naturais.
Outrossim, vale salientar que de acordo com o sociólogo Émile Durkheim a sociedade é um organismo vivo único, onde todo indivíduo tem sua devida importância e merece igual atenção e respeito. Assim sendo, ao privilegiar a evidência de determinadas parcelas da população em publicidades, as grandes empresas retiram o direito da participação total de cidadãos de diferentes regiões do país. Ademais, a limitação e seleção de caracteristicas ‘‘padrões’’ de modelos e artistas, empobrece o potêncial ilimitado de um país que possuí um dos maiores niveis de diversidade etnica do mundo.
Portanto, faz-se mister mudanças para resolver o impasse. Logo, o Ministério das Comunicações em conjunto com o Poder Legislativo deve ampliar a atuação de atores, modelos e artistas para se adequar mais fielmente ao cotidiano real do brasileiro, por meio de uma lei que ditará o equilibrio entre o número de representantes de cada grupo social, descendêcia ou cultura. Por conseguinte, também é necessário a redução de comerciais, propagandas e anúncios que inferem qualquer tipo de esteriótipo ou segregação social, com o objetivo de equilibrar a participação publicitária de um maior número de cidadãos, abrangendo o conceito de democratização dos direitos de imagem e incluindo a maioria dos indivíduos da sociedade que muitas vezes são ofuscados por uma minoria ‘‘idealizada’’.