A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 27/10/2021

Segundo Sártre, filósofo francês, o ser-humano é livre e responsável, cabe a ele escolher seu modo de agir. Logo, com o avanço do capitalismo, recai sobre o homem o compromisso de tornar o mundo mais sustentável. No século XXI, a preocupação com a falta de representatividade das minorias na publicidade reflete essa realidade. Quanto às causas, pode-se apontar dois fatores: o déficit educacional e a omissão do Estado.

De início, sabe-se que a educação é o principal fator na economia de um país, e, como terceiro colocado na economia mundial pelo ranking do IBGE em 2020, seria plausível afirmar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Em contrapartida, a realidade é o oposto e o resultado desse contraste é refletido na desvalorização e segregação social sofridas pelos negros e minorias na sociedade brasileira. Bem por isso é conveniente ressaltar a citação do filósofo Immanuel Kant, que diz: “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele.”. Refletindo sobre esse conceito, nota-se que parte da origem do preconceito e segregação advém de uma educação popular de baixa qualidade.        Ademais, faz-se relevante salientar a omissão do Estado, ou seja, falta de empenho em reinvindicar a inserção das minorias na cultura, uma vez que, conforme previsto na Constituição brasileira, é dever do governo preocupar-se em oferecer para todos os habitantes a equidade de direitos e participação, seja no mercado de trabalho, seja no âmbito do entretenimento. Então, torna-se importante expor aqui dados da pesquisa do IPO (Instituto de Pesquisa e Opinião), que informa que hoje somente 25% dos negros são representados e/ou inseridos de forma positiva no mercado e sociedade. Diante disso, questiona-se, então, a eficiência da gestão governamental para com as minorias.

Logo, sendo o déficit educacional e a omissão do Estado fatores responsáveis pela eclosão do quadro, medidas para o contorno são a melhoria do ensino popular de base, como a inclusão de disciplinas de ética e direitos cívicos na grade estudantil, e a revisão e a manutenção da gestão do governo no que tange à representatividade social. Tais objetivos podem ser alcançados por meio de parcerias entre o Ministério da Educação e o Estado, que juntos devem discutir em conferências e debates entre professores e alunos, melhores formas, planos e medidas para realizar as propostas aqui apresentadas. Nesse sentido, o intuito de tais ações é promover melhoria da educação, romper com a segregação, e assim proporcionar a satisfação social coletiva.