A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 01/11/2021

De acordo com a constituição Brasileira, todos são iguais perante a lei. Nota-se que atualmente tão ato não vem sendo colocado em prática. Um exemplo disso é a falta de representatividade na publicidade, onde o “embranquecimento” e a padronização corporal vem sendo cada vez mais presente. No entanto, é necessário a inclusão de minorias, para que haja a verdadeira representatividade.

A princípio, observa-se a discriminação com pessoas negras nas publicidades. De acordo com o jornal digital G1, cerca de 27% de mulheres e homens negros possuem participações em publicidades, um número relativamente baixo, já que -de acordo com o mesmo jornal- cerca de 73% das propagandas são compostas por pessoas brancas. Diante disso, nota-se ainda o preconceito das empresas com tais grupos, e a pouca preocupação das companhias contratantes com a representatividade.

Outrossim, constata -se também, a escassez de representatividade para com a população acima do peso. Em uma matéria feita pelo canal Meio&Mensagem, todas as mulheres acima de seu peso que foram entrevistadas relataram não se sentir representadas nas publicidades. Tal ato é um reflexo da falta de representatividade, já que, nas propagandas os contratantes dão preferência para pessoas magras, um fator preocupante, visto que as pessoas que não se sentem representadas não adquiri o produto ofertado. Sendo assim, nota-se que a representatividade, além de uma questão social é também um fator econômico.

Portanto, em vista desse cenário, cabe ao Ministério da Cidadania (MDS) tomar providências a favor destas minorias, para que exija das empresas mais representatividade. Urge também, que a mídia invista mais em projetos publicitários com as pessoas que estão fora do padrão imposto. Assim, a representatividade será colocada em prática e obteremos uma sociedade que usufruem de seus direitos garantidos por lei.