A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 07/11/2021

É possível realizar um passeio pelos diferentes modos de vida da sociedade ocidental ao analisar as propagandas difundidas ao longo do tempo. Por exemplo, no início do século XX, fumar era símbolo de status, e essa concepção foi cristalizada pela publicidade. Assim, é notório que o conteúdo publicitário está intimamente ligado com o modus operandi do corpo social. No entanto, apesar dos progressos no pensamento comum, existe um entrave que consiste na dificuldade de muitos indivíduos, ditos conservadores, em permitirem que os avanços fluam naturalmente.

Primariamente, cabe ressaltar que o pensamento comum evolui com o passar das gerações. Nos anos 60, durante a Guerra Fria, a sociedade capitalista buscava expandir uma influência por todo o planeta. Nesse sentido, o estilo de vida americano se tornou um molde para os países em desenvolvimento. No entanto, em pleno solo americano, ocorreu um movimento de contestação chamado de “contracultura”. Nele, a juventude contestou os valores nocivos do povo. Então, a reflexão é que a força da mudança vem do próprio seio da sociedade. É necessário observar, compreender e apoiar esse florescimento, pois ele é natural.

Só que, em contrapartida, o ideal conservador ainda se apoia nos valores passados. O filósofo Edmund Burke, um conservador, defendia que as mudanças repentinas alteravam a ordem e, portanto, eram um perigo. Porém, essa lógica é a verdadeira ameaça. Tendo em vista que, como citado anteriormente, a publicidade se insere como a mais difundida ferramenta de comunicação da atualidade, as diretrizes do conteúdo publicitário devem acompanhar o pensamento geral. Portanto, a representatividade na propaganda reflete as virtudes constitucionais, e são consoantes na maioria das nações democráticas.

Em síntese, é notória a influência da comunicação, ainda mais em um mundo globalizado. Por isso, é necessário que o poder que emana do povo (representado pelo governo) tenha um viés progressista. Então, nesse sentido, urge do Legislativo a ação integrada às convicções do povo, como um todo. Enfim, por meio da publicidade, a gestão pública deve difundir a representação, de modo que, no futuro, a família branca do comercial de margarina seja substituída por uma família que tem a cara do Brasil mulato e miscigenado.