A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 16/11/2021
Desde os primórdios da humanidade, o ser humano assume papéis de liderança em vários pontos da sociedade, como por exemplo, as lideranças patriarcais, onde o homem era o governante de tudo. Atualmente, depois de várias lutas por igualdade em vários âmbitos, a sociedade vem com uma constante evolução, porém, ainda há muitas lacunas que necessitam de alteração, como a importância da representatividade na publicidade por negros, LGBTs e mulheres, que permanece quase insenta de mudanças. E isso decorre, sobretudo, devido os estigmas relacionados a inclusão dessas pessoas e a inexpressividade dos órgãos públicos.
Primordialmente, faz-se essencial refletir sobre os preconceitos relacionados a inclusão dessas pessoas na publicidade. Sobre esse quadro, é válido lembrar a ideia de Francis Bacon, o qual relaciona que o saber fornece meios para alterar o panorama vivido. Assim sendo, é evidente que a área publicitária carece de informações sobre a importância de introduzir outras classes sociais e gêneros no meio, visto que o preconceito permace enraizado na sociedade, como por exemplo, ter a inclusão de LGBT, negro ou mulheres, é visto como uma dificuldade, assim, colaborando para que tais problemas continuem provocando um retrocesso no país e dificultando cada vez mais a possibilidade dessas pessoas poderem fazer parte dessa profissão. Logo, urge a necessidade de sanar tais problemas.
Ademais, a inexpressividade dos órgãos públicos é um fator coadjuvante na questão. Conforme uma pesquisa da Agência Heads, em fevereiro de 2016, apenas 1% das protagonistas de comerciais exibidos na TV eram negras. Logo, é evidente que a representatividade no cenário publicitário por pessoas negras é completamente desproporcional ao número de cidadãos negros que o Brasil possui, visto que cerca de 56% da população, segundo o IBGE, são negros ou pardos, e isso demonstra que os órgãos públicos permacem fazendo descaso de tais informações, pois não há incentivos a essas pessoas, e, com isso, o problema se torna cada vez mais intenso no corpo social. Portanto, fica clara a necessidade de intervenção do governo, para que tal conjuntura seja alterada.
Dessa forma, para que o Brasil mude o cenário atual, é primordial que o Ministério da Educação por meio de palestras em empresas publicitárias, busque informar a necessidade de se ter mais representantes da parcela negligenciada da população, a fim de eliminar o preconceito que permace existente. Além disso, o governo federal deve implementar cotas obrigatórias que busquem fornecer maiores oportunidades de empregos na área publicitária aos negros, LGBTs e as mulheres, a fim de integrar gradativamente mais deles nesses trabalhos e, assim, criar uma sociedade mais inclusiva. Assim, fornecendo meios para alterar o panorama vivido, como Bacon afirmava.