A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 17/11/2021

Conforme a primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele, mudando-o de percurso. Nessa perspectiva, em alusão ao corpo social brasileiro, por mais que a representatividade seja fundamental para a construção do conhecimento, ainda assim existem obstáculos a serem superados, uma vez que a má utilização dos personagens pode intensificar a caracterização por estereótipos. Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de reverter essa situação, os desafios a respeito da influência da mídia, bem como o preconceito enraizado acaba por contribuir com a situação atual.

Em primeira análise, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, para definir o mundo globalizado, afirma que as relações sociais tendem a ser menos frequentes e douradoras. Diante disso, percebe-se como a mídia atua de forma individualizada, priorizando os interesses próprios. A princípio, utilizar publicidades com somente pessoas brancas é “sinônimo” de descontruir uma luta diária, como o combate ao racismo. Tanto que, de acordo com o IBGE, apenas 17% dos negros eram protagonistas de comerciais. Por isso, é preciso que a execução da publicidade seja alterada, com intuito de provocar reflexões e garantir a igualdade de tratamento.

Sob um segundo enfoque, durante a Colonização, a partir de 1549, os negros foram considerados pessoas sem civilização e inferiores. Desse modo, por muito anos, sendo presente na realidade, tem-se a falta de representatividade e apoio popular com essas pessoas. Logo, cabe ao Estado reverter esse cenário, para que a diversidade seja respeitada.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança do percurso. Para isso, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, projetos no Comitê de Ética, para que a representatividade seja feita de forma que todos são expostos, sem que haja uma sobreposição de pessoas, a fim de promover a empatia e admiração pelo outro. Além disso, cabe ao Estado, ainda no projeto, efetivar leis que estimulem a mídia a produzirem conteúdos de inclusão, para que a população reconheça as diferenças e aprenda a qualificar de forma justa. Somente assim, será possível a mudança do percurso, de modo que garanta a perspectiva de mundo melhor.